Este blog pretende ser uma coletânea de textos, escritos por mim ou por outros autores, com vistas a expressar opiniões sobre os mais diversos assuntos, mas especialmente: sociedade, educação,ciência e tecnologias, cristianismo, Esperanto, filosofia e outros.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Semana Nacional do Trânsito
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Assédio Moral nas Escolas
Um tipo de violência contra o trabalhador, atualmente denominado assédio moral, com várias sentenças condenatórias expedidas pela Justiça(1) está, também, sendo identificado em escolas e faculdades. Este assédio moral nas escolas caracteriza-se pelo abuso de poder ou terrorismo psicológico exercido por professores contra seus alunos. Com dureza e coragem afirma o Prof. Paulo Ayres em seu artigo “Professores agem de forma criminosa: assédio moral nas escolas e faculdades”(2):
O problema existe, de fato, e quem, como eu, professor há cerca de 30 anos, atua no ensino, seja no fundamental, no médio ou no superior, em escolas públicas ou particulares, pode identificar e confirmar situações graves de assédio moral na escola, se analisar as relações entre professores e alunos.
É necessário que todos, professores e alunos, dirigentes e pais de alunos, tomem consciência do problema para enfrentá-lo com coragem e competência. Os professores, de qualquer nível de ensino, devem atentar para seu próprio comportamento, buscando identificar possíveis situações, às vezes não percebidas como violência, mas que possam caracterizar-se por assédio moral (ou terrorismo psicológico). Tais situações, para citar alguns exemplos, são aquelas em que "alunos e alunas são ridicularizados perante a turma com piadinhas e apelidos” (Prof. Paulo Ayres); em que o professor humilha publicamente o aluno; em que o professor desrespeita costumeiramente os direitos dos alunos, previstos claramente no regimento das escola; em que o professor aplica provas exageradamente longas e estressantes ou muito mais difíceis do que o razoável; em que o professor, numa universidade federal, por exemplo, marca aula-extra, num horário não previsto na grade de horários, e de maneira totalmente impositiva e antidemocrática; enfim, situações em que aquele que deveria ser um exemplo de mestre e de cidadão para seus alunos, faz exatamente o contrário, exercendo abuso de poder sobre crianças e jovens que estão sob sua responsabilidade moral e profissional, afetando negativamente a formação da sua personalidade, com consequências igualmente negativas para o presente e o futuro desses nossos cidadãos em formação.
Como nos lembra a orientadora educacional e graduanda em Direito, Helena Cristina Posener, “nos dias atuais, quem humilha ou xinga, constrange, difama, calunia e injuria não fica impune, pois será enquadrado na prática de crime de calúnia e difamação, nos artigos 138 e 139 do Código Penal, além de que também poderá sofrer uma ação indenizatória por dano material, moral e à imagem"(3).
Os alunos devem conscientizar-se, também, de que têm direitos garantidos nos regimentos de suas escolas. Para a defesa de tais direitos, não devem abrir mão de unir-se em seus diretórios acadêmicos. A partir da força que têm, por lei, tais entidades estudantis, os alunos poderão divulgar melhor os seus direitos – muitas vezes solapados, de forma consciente ou inconsciente, pelas próprias instituições de ensino! – e exercer a denúncia quando identificarem abusos, como os apontados acima.
Lembrando, finalmente, que o verdadeiro assédio moral na escola não se associa a qualquer atitude isolada, mesmo que violenta, contra o aluno, mas está associado a toda violência que se pratica de forma repetitiva, sistemática, ferindo a dignidade ou a integridade física ou mental dos alunos.
O futuro do Brasil, e do mundo, depende, dentre outras ações igualmente importantes, da luta dos verdadeiros mestres e educadores contra todo e qualquer abuso de poder do professor contra o aluno, nosso futuro cidadão. A campanha está (re)lançada!
Referências:
1. Veja-se um exemplo em: ' http://www.sindifiscomg.com.br/link143.pdf '.
2. Ver artigo completo em: ' http://www.extrarondonia.com.br/ler_noticia.php?cod=2435 '.
3. Ver artigo completo em: ' http://www.webartigos.com/articles/15345 '.
Prof. Wilson Aragão Filho
Univ. Fed. do Espírito Santo
E-mail: w.aragao@ele.ufes.br
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Dia dos Pais - uma poesia
Ser Pai
O Pai gera o filho, o filho gera o pai.
A relação é de ida e volta no amor.
A educação é prática que se faz
Com presença mais do que com labor.
Só se é Pai quando o filho se adota.
Só se é filho quando se adota o pai.
A adoção é uma relação que se nota
Quando lado a lado e com amor se vai.
Todo filho pelo pai e pela mãe é gerado
Todo amor é vivido na luta pelo pão.
É preciso estar atento que o filho seja amado,
Com carinho, presença, e oração.
Quando para as palavras não há clima,
Quando conselhos não mais se podem dar,
Importa mais o gesto que anima,
Importa mais o exemplo de sempre se doar.
Que pai e filho mais se amem,
Para a felicidade dos corações,
Que o pai e os filhos se somem,
Na luta pelo bem das gerações.
Nem sempre há mútuo entendimento
Na relação entre distintas gerações.
Mas sempre pode haver aquele momento,
Em que no amor se unem os corações.
(Wilson Aragão Filho - 14/08/2005)
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
domingo, 31 de maio de 2009
Dirija sem acidentes (2)
- Conscientizar-se, por meio de profunda reflexão, que o carro é, em primeiro lugar, um meio de transporte, de deslocamento, e nunca um meio de diversão ou lazer, e muito menos uma arma a ser apontada para nossos concidadãos.
- Olhar sempre para trás, ao frear, e pisar no freio de forma pulsada, para chamar a atenção do motorista que vem atrás. Sempre manter suficiente distância do veículo à frente e estar sempre atento ao fato de que ele poderá frear repentinamente! – neste caso, a distância suficiente e a reação rápida garantirão a segurança.
- Confiar apenas em carro parado no outro lado de um semáforo. Não confiar cegamente em sinal verde! Colisões acontecem porque um motorista aproximando-se de um sinal que se torna verde, acelera o veículo... ou quando o motorista procura “aproveitar” o sinal amarelo, e também acelera... São situações com grande potencial de acidentes.
- Não se permitir distrair-se enquanto dirige. E fontes perigosas de distração são o uso do telefone celular, alguma TV portátil, comer dirigindo, ouvir rádio ou qualquer fonte sonora em alto volume, conversar sobre assuntos sérios, etc... Permitir que o “piloto automático” (o automatismo do ato de dirigir) tome conta do volante, é abrir mão da segurança, pois tal automatismo somente funciona bem para situações normais. Se houver necessidade de uma freada abrupta, de uma reação rápida, esta não acontecerá..
- Buscar, sempre, identificar outros “veículos”, durante a direção, especialmente as bicicletas. Estas normalmente circulam sem respeitar qualquer regra (o que precisa urgentemente ser mudado!): nas calçadas, na contra-mão, no canteiro central, além de atravessar semáforos fechados e em velocidades relativamente altas.
- Imaginar previamente o percurso, ao sair para algum lugar, para evitar mudanças abruptas de direção. Não fazer isto é sujeitar-se ao aumento da chance de acidentes.
- Manter-se, sempre que possível, na faixa do meio, se esta existir. Passar para a direita ou para a esquerda quando já souber que deverá tomar uma direção correspondente. E não esquecer de sempre sinalizar com a seta a intenção de mudança de faixa!
- Atentar sempre para o chamado “ângulo morto”, que dificulta ou impede a visão de um outro carro que esteja com seu paralama dianteiro alinhado com a linha do para-brisa traseiro do próprio carro. Esta falta de visão obriga o motorista a verificar, com cuidado!, a presença de tais carros antes de mudar de faixa. Fazer isto usando apenas o retrovisor externo é candidatar-se, fortemente, a um acidente. Especialmente com motoqueiros!
- Aprender a usar o sistema de “retrovisor a 90º”! Este sistema é tão importante para a eliminação do “ângulo morto” que sua explicação está aqui abaixo. Sugere-se consultar blog a seguir, para melhor conhecimento do assunto, no sítio da internet: http://blogcarburado.blogspot.com/2008/09/como-ajustaros-espelhos-retrovisores.html. A única ressalva que faço, é que o estacionamento do carro lateralmente resulta um pouco dificultado, justamente pela falta de visão da sua lateral: mas nada que um olhar pela janela não possa resolver, se necessário.

Segundo Felício Schilingovski Félix, analista técnico do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), o importante no momento de se ajustar os espelhos é obter melhor visão periférica, aumentando o ângulo de visão. "Os espelhos retrovisores externos tanto direito quanto esquerdo devem ser ajustados de modo a se enxergar o mínimo possível das partes laterais do carro. Olhando de cima, os retrovisores estão em ângulo de 90 graus. À medida em que fecha este ângulo, diminui a visão lateral e se enxerga mais o carro e menos o lado externo. O certo para se ajustar corretamente o retrovisor é, partindo de um ângulo mais aberto, onde não se veja nada do automóvel, fechar gradativamente. Quando se começa a enxergar um pouquinho do veículo, é preciso voltar e a partir daí enxerga-se o ambiente externo. Tem que enxergar o mínimo possível da lateral e o máximo possível da área refletora do meio externo. Uma boa relação de visão com o retrovisor significa que tem uma área cega, sempre vai ter, mas se consegue ter bom alcance visual, um bom campo de visão para conduzir o carro", explica.
- Nunca sair antes de um ônibus (ou veículo igualmente grande), estando um ao lado do outro em um semáforo fechado! Se a luz vai a verde, algum carro ainda poderá estar passando e o ônibus não permitirá sua visão!... A figura abaixo esclarece esta situação perigosa.

Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Frei Beto: Do Mundo Virtual ao Espiritual
Eis o texto:
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia,
do Japão e da China.
Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.
Aquilo me fez refletir:'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?'
Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.
'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
'Que tanta coisa?', perguntei.
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'.
'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'
Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.
Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega!
Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor.
Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center.
É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.
E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus.
Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.
Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa,com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.'
Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.
Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
(Texto de Frei Beto publicado em 23/03/2009)
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
segunda-feira, 9 de março de 2009
Sobre o aborto dos gêmeos
1. Os médicos e a família foram, no mínimo, precipitados e imprudentes; pois, no momento em que praticaram o aborto, não havia de fato qualquer risco de vida imediato para a criança-gestante; eram riscos "em potencial"...
2. Diante de tais potenciais riscos, deveriam declarar a gravidez de "alto risco" e providenciar um acompanhamento mais rigoroso à gestação; em caso de riscos reais, a Medicina está aí com mil recursos. E a gravidez por estupro não é uma uma sentença de morte inevitável, para a gestante.
3. Poderia ocorrer um aborto "natural", em que não haveria qualquer problema ético, já que é a própria Natureza que se encarrega de eliminar "fetos" inviáveis... E isto acontece muitas vezes... 4. A Lei prevê a não imputabilidade de pena, no caso de aborto realizado após estupro: não se verá "crime" em tal caso; mas a Lei não "obriga" nem incentiva o aborto automático nesse caso.
5. A "pressa" na realização do aborto é muito mais fruto de "preconceito" do que de real risco de vida da gestante: é como se pensassem: "Quem é o pai dos gêmeos? um estuprador "safado"!...Isto não é possível: façamos o aborto tão logo quanto possível!..."
6. Será que as crianças que viessem a nascer, se fossem consultadas, abririam mão de sua vida pelo fato de o pai ser um estuprador-safado?
Finalmente, imaginemos que existisse um aparelho super-confiável que pudesse mostrar o futuro próximo e fosse verificado que os dois gêmeos seriam dados à luz e seriam dois bebezinhos lindos!... Será que a família da mãezinha e os médicos seriam tão implacáveis em abortar os fetos? isto é, "matar" friamente os futuros seres humanos? as futuras crianças? o futuro de nosso Brasil?...
A vida é dom de Deus, e Ele nos manda: "Não matarás!".
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Abaixo um texto do Prof. Dr. Eng. Felipe Aquino, sobre o assunto:
A Imprensa tem divulgado que o Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho excomungou as pessoas que praticaram o aborto na menina de 9 anos de idade estuprada pelo padrasto. Na verdade, o Sr. Arcebispo não aplicou a pena de excomunhão aos que praticaram o aborto, ele apenas avisou que essas pessoas estavam excomungadas pelo “Código de Direito Canônico”, que prevê a excomunhão "latae sententiciae" (cânon 1398), ou seja, automática, para quem pratica o aborto ou colabora com a sua execução. Portanto, não se ponha o peso da decisão no Sr. Arcebispo, mas sim no Código de Direito Canônico aprovado pelo Papa João Paulo II, em 1983.
A Igreja não aceita o aborto em caso algum, nem mesmo em caso de estupro ou má formação congênita, porque o dom da vida só pode ser tirado por Deus. Apenas no caso de legitima defesa da vida, quando não há outra alternativa, pode-se tirar a vida do agressor injusto; nem de longe é o caso ocorrido com a menina. Jamais um feto pode ser taxado de agressor.Os médicos poderiam ter tratado da menina com tudo o que a medicina tem de recursos, mas jamais matar as crianças. Se a criança no ventre da mãe vier a morrer por efeito secundário devido a um tratamento aplicado à mãe, nesse caso não há pecado, pois não se quis voluntariamente matar a criança.Será que os médicos avaliaram se a menina poderia gerar os filhos e dá-los à luz, mesmo com o auxílio da cesariana? Sabemos que um feto pode sobreviver hoje fora do útero até com cerca de 400 gramas.
O aborto é uma violência inaudita que a Igreja considera um pecado gravíssimo, a ser punido com a pena máxima de excomunhão; brada justiça ao céu.Um erro não justifica cometer outro; quem deveria ser punido é o estuprador e não as crianças gêmeas; o juiz deve punir o réu culpado e não as vitimas; dessa forma a Justiça age às avessas.
(Prof. Felipe Aquino)
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Oração do Aluno
Senhor Jesus, meu Deus querido e amado!
Venho pedir-te, hoje, no dia do estudante, que eu seja cheio do espírito da santa e inocente curiosidade, que me leve sempre adiante nessa espinhosa, cansativa e, às vezes, tão frustrante missão de auto-aperfeiçoamento.
Que eu veja meus professores como instrumento vosso para minha aprendizagem, e os respeite na sua missão igualmente difícil e tão pouco valorizada.
Suplico-lhe, meu Senhor e Deus, que eu possa, com a vossa graça, seguir com humildade, persistência e fé, este caminho que tenho à minha frente, e que parece nunca terminar!
Quero contar, a cada dia, com esta mesma graça, para que eu possa compreender que depende mais de mim, do que da Escola ou dos professores, a minha aprendizagem e o meu crescimento como pessoa e cidadão.
Mas sobretudo, Senhor, que eu jamais esqueça que sem a vossa graça e a Sabedoria que vem de Vós, nem a eventual conquista de toda a ciência humana será capaz de me guiar pelo caminho da Vida plena e do Amor verdadeiro. Pois somente Vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida.
Amém.
(Uilso)
Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8
Quem sou eu
- Uilso
- Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8