terça-feira, 31 de julho de 2018

OS GRANDES INIMIGOS DO CASAMENTO

O casamento é uma instituição natural, milenar e querida por Deus, a ponto de Jesus Cristo elevá-lo à condição de um Sacramento: o Matrimônio. Apesar de uma instituição divina, fundamental à sociedade dos homens, há muitos perigos e ameaças à sua volta e, até mesmo, dentro dele. O artigo abaixo pretende ser uma reflexão sobre os seus grandes inimigos .


INTRODUÇÃO

Nem sempre a culpa dos problemas da vida conjugal está, apenas, nos cônjuges. As características da vida moderna são, também, em grande parte, responsáveis pelos desajustes que acontecem no casamento. É importante perceber as dificuldades dentro de casa e na vida social para que o casal possa tomar consciência e buscar a solução adequada. Mas é interessante notar que a solução pode passar, quase sempre, pela mudança de atitudes de cada cônjuge.

PROBLEMAS FAZEM PARTE DA VIDA CONJUGAL

A vida conjugal é um desafio para o casal. Não deve haver ilusões sobre tais dificuldades, apesar de todo o amor, de toda a boa vontade e de toda a sinceridade dos propósitos dos noivos. E mais comum dos que os entendimentos, do que a harmonia conjugal, são os desentendimentos; e desde os primeiros momentos; talvez já na lua de mel!

No entanto, apesar de serem comuns, não devem os cônjuges acomodarem-se a esses naturais desentendimentos. Ao contrário, devem ser enfrentados pelo casal com com todos os seus recursos: inteligência, paciência, amor, compreensão e oração.

O entendimento, apesar das naturais dificuldades geradas pelas diferenças marcantes entre a psicologia comportamental do homem e da mulher, deve ser buscado a todo custo, especialmente pelo estudo, pelo diálogo e pela oração.

OS INIMIGOS DO MATRIMÔNIO DENTRO DE CASA


INFIDELIDADE:
Temos de ser fiéis um ao outro, mas, também, aos filhos, a Deus e à sociedade. A fidelidade
é algo fundamental para uma vida conjugal feliz, harmoniosa e frutífera. Não há casamento
que resista aos ataques da infidelidade. Os dois devem conscientizar-se de que o sexo só
tem pleno sentido dentro de um ambiente afetivo, espiritual e religioso. E isto só acontece no casamento válido: livre, por amor e cheio da presença divina.

MENTIRAS:
Devemos ser um livro aberto, um para o outro. Omitir, temporariamente, alguma coisa é possível, desde que seja para o bem do outro. Porque, nem sempre, a verdade nua e crua é fácil de ser suportada. Deve ser dita, sim, mas no momento certo, e que só Deus pode inspirar. Daqui a necessidade de uma vida conjugal com base na fé e na oração.

CIÚMES:
Sabemos que, quanto mais forte for a carência afetiva de um em relação ao outro, maior poderá ser o ciúme. Eis, portanto, a importância de que cada um se preocupe em suprir as carências do outro. Nossa carência afetiva é muito maior que nossa carência sexual. Aqui entra, então, a importância de gestos aparentemente simples, mas cheios de significado: beijar o cônjuge que este chega em casa ou sai de casa, conversar e se acarinhar como bons namorados, dar satisfação ao outro sobre seus planos do dia, etc.

POBRE ESPÍRITO ROMÂNTICO:
A perda do espírito romântico dos tempos de namoro pela rotina massacrante do dia a dia da vida de casados. Aqueles horas ininterruptas de conversa gostosa do tempo de namoro não podem ser completamente esquecidas e superadas, mas, de alguma forma, devem ser resgatadas no ambiente doméstico do casal. Olhar um para o outro, elogiarem-se mutuamente, darem-se pequenos presentes de surpresa, são gestos que não podem ser completamente esquecidos!...

EXCESSO DE INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA:
Não podemos ser completamente independentes um do outro e nem completamente dependentes: há necessidade de se ter equilíbrio nesse aspecto. A independência pode transformar-se, rapidamente, em indiferença em relação ao outro. Já a dependência poderá sobrecarregar o outro, criando uma situação de potencial risco para a relação, pelo desgaste provocado ao longo do tempo.

DISCUSSÃO COSTUMEIRA:
A discussão costumeira deve ser evitada no dia a dia do casal. Entendendo-se “discussão” como aquele bate boca que costuma desembocar em agressividade verbal. Uma coisa é a conversa respeitosa de dois adultos, que sabem levar em conta as diferenças de pontos de vista de cada um. Outra coisa é a discussão…

INCAPACIDADE DE PERDOAR:

O amor conjugal maduro deve estar baseado na capacidade de perdoar. Sem isto, é muito difícil que uma relação homem-mulher seja duradoura no casamento. Amar é igual a perdoar sempre! Ou não é amor!... É o amor que supera todas as diferenças, todas as dificuldades no relacionamento conjugal.

FALTA DE DIÁLOGO
O verdadeiro diálogo conjugal não é falar todas as verdades. Isto que faz são os bêbados! Quem ama dialoga com amor, com respeito; sabe ouvir o outro, mais do que falar. Sem diálogo verdadeiro, não há casamento que resista…

EXCESSO DE CUIDADO COM OS FILHOS
O marido e a mulher correm o risco de tornarem-se estranhos, um diante do outro, se dedicarem excessivos cuidado e tempo às crianças. O amor na família deve ser dividido entre todos os seus membros. Se a mãe, por exemplo, com a chegada do primeiro filho, esquece do marido, enchendo-se de amores pelo filho, estará plantando ventos… e colherá tempestades!

OS INIMIGOS DO MATRIMÔNIO NA VIDA SOCIAL

FALTA DE TEMPO UM PARA O OUTRO
Temos tempo para tudo, menos um para o outro. Se falta tempo para o amor, para o cuidado com o outro, como no tempo do namoro, algo está errado… E a consequência pode ser o afastamento paulatino dos cônjuges. Tornam-se dois estranhos vivendo sob o mesmo teto. Pergunta-se: até quando isto será suportado?

INFLUÊNCIA DA TV E DO CELULAR
A TV e o celular (com seus fantásticos aplicativos), além do computador, são fonte de contínua perturbação da relação familiar. Os programas de televisão  - nem sempre favoráveis à Família! -, devem ser muito bem escolhidos e assistidos em família. Proteger as crianças contra maus programas é dever dos pais. Proteger-se, o casal, contra vícios ligados ao uso exagerado da TV, do celular e do computador, é uma obrigação dos dois, para que tenham tempo um para o outro.

EXCESSO DE TRABALHO
O trabalho, como se costuma dizer “dignifica o ser humano”... É verdade! No entanto, deve-se trabalhar para viver e, não, “viver para trabalhar”! O trabalho em excesso, por parte de qualquer dos cônjuges, é uma grande ameaça à felicidade e à harmonia do casal e da família. O estresse e a falta de tempo para a família são as grandes consequências do excesso de trabalho, o que pode culminar com a destruição do casamento.

FALTA DO LAZER CONJUGAL
O lazer é tão importante quanto o trabalho. Equilibrar o tempo dispendido ao trabalho com o necessário tempo dedicado ao lazer conjugal e familiar é uma sábia preocupação do casal. Sem esta atenção, o casamento e a família ficam muito ameaçados, porque o lazer é essencial para que os cônjuges possam curtir-se um ao outro, amarem-se mais e alcançar alcançar a sonhada harmonia conjugal.

JORNADA DUPLA DA MULHER
A jornada dupla e, às vezes, tripla, da mulher é hoje uma grande ameaça ao sucesso da relação conjugal e familiar. O estresse excessivo decorrente de tal jornada leva a mulher a estressar-se profundamente, acarretando uma grande dificuldade para se viver o amor mútuo que o casamento requer.

DESEMPREGO E INSEGURANÇA PROFISSIONAL
Com o desemprego em grande escala e, muitas vezes, a insegurança no emprego existente, o casamento e a família encontram-se muito ameaçadas. Pois não havendo condições materiais mínimas para o sustento da família, o estresse, a preocupação constante e os desentendimentos se acentuam. E se torna muito difícil a manutenção da boa e feliz relação do casal.

POSSÍVEIS SOLUÇÕES

REFLETIR SOBRE OS INIMIGOS CITADOS
Tomar consciência do perigo representado por cada inimigo do casamento, acima comentado, é importantíssimo! O casal deve buscar, juntos, “ver, julgar e agir” em relação aos inimigos acima denunciados. Ler, refletir, conversar e rezar sobre tais ameaças é algo que deve acontecer na vida do casal que quer manter seu casamento. Pois, depois da tomada de consciência, vem a busca dos caminhos de solução.

ARRANJAR UM DIA PARA NAMORAR
Tendo em vista os perigos representados por alguns dos inimigos acima citados, é importante que o casal busque tempo para o “namoro”. Namorar, como no tempo antes do casamento, era um dedicar ao outro o seu tempo, seus olhares, suas opiniões sobre vários assuntos, seus beijos… Isto não pode ser esquecido. Há que ser vivenciado, também, no casamento. Este, deveria ser, na verdade, um namoro contínuo… Escolher um dia da semana, pelo menos, para que os dois possam estar juntos, num barzinho, ou mesmo em casa, é uma boa e oportuna decisão.

TER A CORAGEM DE DESLIGAR A TV, O CELULAR…
Como já comentado, as novas tecnologias (TV, Celular, computador, etc.) têm o poder de atrair e monopolizar as atenções. Desligar, ou não ligar, a TV, o computador e não se entregar às frequentes, sonoras e, muitas vezes, desnecessárias e, até, inúteis, mensagem WhatsApp é um verdadeiro ato de coragem que cada cônjuge deve estar decidido a ter. Tentar garantir um tempo de lazer para o casal ou para a família é outra decisão sábia que pode ser tomada por ambos.

RESERVAR HORÁRIO PARA A ORAÇÃO
A família que reza unida, permanece unida. É uma afirmação que se costuma ouvir nos meios religiosos. E é muito verdadeira. Pois, pela oração familiar, os cônjuges e os filhos são fortalecidos pelas bênçãos que atraem dos Céus. E o que mais precisamos, hoje, neste mundo tão cheio de inimigos e ameaças à vida familiar do que muitas bênçãos e graças divinas?

CONCLUINDO

O matrimônio é um grande desafio para o casal. Mas, se existir amor verdadeiro, se a fé for viva, e a preparação for contínua, é possível a felicidade e a harmonia conjugais. Os inimigos são muitos. Mas as bênçãos, para aqueles que abrem os braços e juntam as mãos, são, ainda, mais numerosas. Se pedirmos a sabedoria divina, a cada dia, certamente o Senhor não nos deixará desamparados. Ele não nos imporia um fardo mais pesado do que aquele que podemos suportar. Na verdade, nós o fazemos mais pesado do que é pelos nossos pecados: preguiça, comodismo, egoísmo, falta de oração, vaidade, etc. Vamos cuidar do nosso matrimônio como a coisa mais preciosa de nossa vida! E contemos com Deus!

Uilso Aragono. (Jul. de 2018)


sábado, 30 de junho de 2018

HARMONIA CONJUGAL E DIÁLOGO COM OS FILHOS


HARMONIA CONJUGAL E DIÁLOGO COM OS FILHOS

Um dos grandes desafios da vida moderna é a harmonia conjugal, para uma vida, a dois, longa e feliz. E, para o casal cristão, é o objetivo maior, buscando-o no amor e no respeito mútuos. Será a base para uma efetiva educação dos filhos, que se dará, também, sob um relacionamento familiar enraizado no diálogo amoroso. O texto, a seguir, desenvolve esse tema apaixonante e desafiador.

O Matrimônio é mais que um simples casamento

Quando o homem e a mulher, cristãos, buscam um ao outro, não buscam, somente, um casamento. Na verdade, estão buscando uma vida abençoada e feliz, o que só é possível com a graça de Deus. Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo deu a o casamento uma aura de espiritualidade profunda, tornando-o um “sacramento”, isto é, um sinal visível – pelos seus ritos – de uma graça invisível, que, efetivamente acontece na vida dos dois que se dão em Matrimônio.

É importante, então, que os noivos assumam esta verdade: são eles, na doutrina cristã católica, os protagonistas, os celebrantes desse maravilhoso sacramento do amor humano. O padre, ou o ministro celebrante, ou o diácono, são, tão somente, as testemunhas oficiais da Igreja, junto com os padrinhos, parentes, amigos e demais convidados.

Pode-se reconhecer que, no mundo de hoje, é quase impossível existir amor e harmonia conjugal sem se contar, efetivamente, com a oração e seus frutos. São muitas as dificuldades e as tentações do mundo, e do próprio maligno, a atrair o matrimônio para o fim. Sim, o fim do matrimônio e da família parece ser um grande objetivo do Inimigo espiritual do homem e da mulher.

O casal se casa para ser feliz

Embora nem sempre se aceite, de forma consciente e clara, o que é prometido durante a cerimônia do Matrimônio, mas é justamente isto um dos fatores que contribuem para a busca de uma vida conjugal feliz: os dois se unem por toda a vida! E tal objetivo deve existir, claramente, no coração e na mente dos cônjuges. Caso contrário, na primeira dificuldade: – “Não está dando certo”. – “Vamos nos separar”...

Para os que se uniram no sacramento do Matrimônio, deve ser “para toda a vida”. Tem de dar certo! Custe o que custar! Porque se não for assim, inicia-se uma ilusão de vida feliz, harmoniosa e produtiva, a dois, como se somente o “amor” fosse totalmente suficiente para o sucesso dessa empreitada que, de fato, não é nada simples.

É um desafio que supõe força, coragem, luta... Mas, mesmo assim, se tais esforços forem apenas humanos, não serão suficientes. Há que se contar com a graça divina. Há que se contar com a força advinda da oração. Há que se contar com Deus!

Diferentes são os casais

Os casais são tão diferentes como podem ser as tranquilas combinações populares de “café com leite”, “queijo e goiabada” e “praia e sol”, bem como as não tão tranquilas combinações do tipo “fogo e gasolina”, “dentista e paciente” e “professor e aluno”.

Dependendo, portanto, da combinação que mais se ajuste ao casal, este pode ter maior ou menor dificuldade de relacionamento. Os do primeiro tipo – combinações mais tranquilas –, facilitam o relacionamento, pois o que um deseja o outro concorda. Os do segundo tipo, – combinações mais explosivas! –, leva a maiores dificuldades no relacionamento conjugal, exigindo dos dois muito mais paciência, jogo de cintura, amor e respeito mútuos.

A paciência é uma das virtudes mais importantes a serem exercitadas pelo casal. Há se todos tivessem a dose necessária de paciência em todos os relacionamentos humanos!... Daqui a importância de se contar com Deus, mais uma vez.

Investir tempo no amor conjugal

Investir tempo no exercício do afeto conjugal, do respeito mútuo, do diálogo produtivo... Pois a rotina e intimidade tendem a afastar um do outro.

Quanto ao afeto, pode-se dizer que os dois cônjuges devem ser eternos namorados! Procurar viver as atitudes e gestos do tempo do namoro, em que um se preocupava em cativar ou conquistar o outro a cada dia.

No que se relaciona ao respeito, pode-se lembrar, aqui, o texto da promessa que os noivos fazem, um ao outro, durante a celebração do sacramento do matrimônio: “Prometo-lhe ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-a e respeitando-a todos os dias de nossa vida”. Observe-se que a Igreja, sabiamente, retirou, de dentro do amor, o respeito, para explicitá-lo no texto da promessa do matrimônio. Pois que ama, já respeita. No entanto o respeito mútuo na vida conjugal é tão fundamental, que, na promessa conjugal, o termo respeito é ressaltado: “(...) amando-a e respeitando-a todos os dias de nossa vida”.

Quanto ao diálogo, há que se observar o fato de que dialogar não é somente falar as verdades (pois até os bêbados falam a verdade em suas manifestações verbais...), mas falar as verdades com amor! E isto poderá levar o cônjuge a, inclusive, deixar de falar, naquele momento, alguma verdade mais dolorosa... por amor.

Investir tempo na educação dos filhos

Para uma boa educação dos filhos, há necessidade de que seja, também, investido muito tempo educativo! Pois a presença é mais importante do que os presentes! O olhar nos olhos enquanto se ouve o filho ou a filha...

Pedir perdão por gestos ou atitudes que tenham magoado o filho. Aqui se estará ensinando, na prática, a importância do perdão nas relações humanas! Pois se o pai ou a mãe pede perdão, tanto mais o deverá fazer o filho ou a filha.

Para que se possa investir tempo educativo na relação com os filhos, há que se retirar o tempo deseducativo, normalmente, dedicado à TV, aos joguinhos eletrônicos, ao celular. E, sempre, lembrando que se os pais não investirem tempo na educação dos filhos, tenham certeza de que os traficantes, os maus intencionados, as más companhias o farão...

Contar com Deus...

Na oração em família – com os filhos! –, na oração do casal, e na oração pessoal. Orar é colocar-se diante de Deus, com fé, com humildade, com abertura, com gratidão, e como intercessores pela vida de todos os entes queridos e da Sociedade.


Ninguém deve duvidar dessa imperiosa necessidade. Ainda mais sabendo, como nos ensina a Santa Madre Igreja Católica, que satanás e seus demônios estão á espreita para nos atacar. E eles estão, sobretudo, de olho nos casais que estão caminhando bem, para tentá-los a desentenderem-se e a, finalmente, separarem-se. Porque satanás é inimigo da família, não há dúvidas. Rezar o terço, assistir missas com mais frequência, fazer jejuns e abstinências são meios eficazes para superar as tentações pelo recebimento das graças necessárias.

Conclusão

A harmonia conjugal é possível se houver consciência de que devemos contar com Deus, através da oração diária e frequente, e que devemos buscar, a cada dia, a superação das dificuldades, normais de qualquer relacionamento humano, pelo diálogo com respeito e com amor.

Uilso Aragono. (Jun. 2018)


quinta-feira, 17 de maio de 2018

VIVENDO BEM COMO CASAL E EM FAMÍLIA


A vida a dois é um grande desafio no mundo conturbado de hoje. Cheio de desvalores e com valores questionáveis. Viver neste mundo já é muito difícil. A dois, e, depois, com os filhos, é muito mais. Com isso, é quase impossível viver bem se não contarmos com Deus. Não vivemos sozinhos, isolados, nem somos uma família isolada. Vivemos em comunidade.

RELACIONAMENTO MARIDO-MULHER

Somos diferentes, de famílias diferentes, com formação social, cultural e intelectual diversas. Temos necessidades e hábitos diferentes... Como, então, achar que sejam fáceis o início e a continuidade de uma vida como casal?

Mas a superação de tais diferenças e suas dificuldades associadas podem ser superadas por diversos meios: o diálogo como amor; o reconhecimento de que devemos ser humildes e não nos acharmos donos da verdade; arranjar tempo para os filhos que chegaram; desligar a TV, o celular, o computador praticar o olho no olho; arranjar tempo para a oração em família.

RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS

Uma primeira verdade nos é indicada pelo padre, médico, psicólogo e escritor João Mohana * (já falecido), que orienta: amem-se os pais e os filhos serão educados com amor e pelo amor! Sim, investir tempo na educação dos filhos, pois se os pais não educam, o mundo educa...

Evitar o desrespeito, a indiferença, a impaciência, o desamor... Evitar que um dos pais desautorize o outro diante dos filhos. Não dar tudo ao filho, mas justificar, sempre. Dizer não quando for necessário, mas não para o bem e o conforto dos próprios pais, e sim pelo bem dos filhos. Sim ou não, sem precipitação.

RELACIONAMENTO SOCIAL

O casal forma uma só carne, uma pequena família nuclear. As interferências no cotidiano do casal devem ser evitadas, e não aceitas, por parte da família maior: pais, sogros, tios, etc. Mas buscar ajuda junto a amigos “de verdade” na família, na Igreja ou na sociedade.

Quanto a amigos, é importante que os pais busquem cultivar amizades ligadas aos filhos: pais dos colegas de escola e professores. E buscar conhecer os amigos dos filhos, atraindo-os para casa a fim de conhecê-los.

RELACIONAMENTO SEXUAL

Para um bom relacionamento conjugal deve-se buscar uma boa compreensão sobre as diferenças entre o homem e a mulher: psicológicas, genitais, espirituais, etc. E levar em conta que não somos máquinas e, por isso, somos diferentes a cada dia.

Ao casal, é importante que arranjem tempo para “namorar” – quem sabe, uma vez por semana, talvez de forma fixa para criar o hábito: estarão um para o outro, totalmente. Isto porque o relacionamento interpessoal tem total influência sobre o comportamento sexual.

A quem deve caber a busca pelo relacionamento conjugal? Muitas vezes cabe ao homem. No entanto, é importante que o casal pratique a vivência da iniciativa de ambos: ela, também, deve ter e exercitar a iniciativa para o convite ao ato sexual na vida conjugal.

CONCLUSÃO

A vida a dois é maravilhosa! E os filhos são bênçãos de Deus para o casal. Devemos, sempre, contar com Deus, com a Sagrada Família de Nazaré, para que os nossos obstáculos sejam superados e não desistamos do caminho. Tenhamos, sempre, em mente, que o Amor constrói, e não destrói, o outro Que, sempre, lutemos para estarmos juntos, unidos a Deus e aos nossos filhos, parentes e amigos.

*MOHANA, JOÃO. A vida sexual dos solteiros e dos casados. Ed. Globo, 1972. [Há outros livros muito bons do Autor que podem ser achados por uma  busca na Internet, com facilidade.]

Uilso Aragono. (maio, 2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

LUZ DE FREIO INTELIGENTE PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES


Muitos acidentes automobilísticos, por engavetamento, ocorrem pelo fato de os motoristas ou condutores não reagirem rapidamente à luz de freio do veículo à frente. Por que isto ocorre? Este texto pretende fornecer uma resposta, por meio de uma reflexão e uma proposta: uma nova luz de freio, mais inteligente do que as comumente utilizadas, que ajude, efetivamente, a evitarem-se tais acidentes.



POR QUE A LUZ DE FREIO ATUAL NÃO É INTELIGENTE?

A luz de freio, de cor vermelha, acesa pelo veículo da frente, somente transmite uma informação: o carro está freando!... Esta informação não é suficiente para que o motorista, que vem atrás, possa frear com a rapidez e a eficácia suficientes para parar o veículo, a tempo de evitar uma batida. Falta uma informação importantíssima para que o acidente possa ter mais chances de ser evitado: o nível de desaceleração do veículo à frente!

O veículo da frente, ao ter acesa a luz de freio – que é vermelha, para chamar a atenção – comunica ao condutor, do veículo que o segue, por meio de uma luz continuamente acesa, uma informação muito pobre: o freio do veículo à frente foi acionado. Por que não fazer essa lâmpada piscar, para possibilitar a transmissão de outras informações?

UMA LUZ DE FREIO INTELIGENTE

Para introduzir “inteligência” à luz de freio dos veículos automotores, bastaria utilizar-se um dispositivo já muito comum nos sistemas industriais – e na forma bem pequena de um “chip” de circuito eletrônico como sensor de aceleração/desaceleração. Tal sistema poderia chamar-se: Sistema de Frenagem Inteligente (SFI) ou, em inglês, “Inteligent Breaking System” (IBS). E funcionaria da seguinte maneira.

Introduzir-se-ia um circuito eletrônico no comando da luz de freio, com um desacelerômetro incorporado, de tal modo a fazê-la acender de três modo diferentes: acendimento contínuo, acendimento do tipo pisca-pisca de frequência média, e acendimento do tipo pisca-pisca de frequência elevada.

ACENDIMENTO CONTÍNUO DA LUZ DE FREIO

Este primeiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com muito baixa desaceleração; e estará associado ao dirigir normal nos perímetros urbanos. O condutor de trás interpretará tal luz, continuamente acesa, como correspondente a uma desaceleração normal e freará com força apenas suficiente para reduzir a velocidade do seu veículo, de forma totalmente adequada.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA MÉDIA

Este segundo modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração média (frenagens um pouco mais fortes do que o normal), o que pode acontecer diante de pequenas distrações do condutor ou de situações de emergência em baixas velocidades. O condutor seguindo atrás interpretará, após uma aprendizagem inicial, que a luz piscante, em frequência média, estará indicando uma desaceleração média do veículo à frente e freará com mais força e rapidez do que a situação normal, anterior. Portanto, o sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS) estará atuando de forma mais inteligente do que o sistema convencional de luz vermelha acesa de forma contínua em qualquer situação de frenagem. O motorista ou condutor terá uma reação de frenagem mais adequada, pois perceberá que o veículo da frente não somente freou, mas o fez de forma mais forte, com desaceleração mais rápida. Fazendo o mesmo, o veículo de trás terá mais chances de parar a tempo, evitando a batida traseira.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA ALTA

Este terceiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração alta: frenagens em que o freio é acionado de forma rápida e muito forte, na tentativa de parar imediatamente o veículo. Esta é a situação de emergência mais séria, quando o motorista ou condutor se vê diante de uma situação totalmente inesperada e aciona os freios com toda a força da perna. O condutor que vem atrás, ao perceber a luz vermelha piscando freneticamente (com alta frequência), interpretará a mesma situação de emergência do veículo à frente, acionando com igual força e rapidez o pedal de freio de seu veículo. Isto dará a este veículo de trás muito mais chance de uma frenagem eficaz a ponto de evitar-se a batida e, talvez, um engavetamento – se todos os veículos estiverem usando o SFI e todos os condutores já estiverem adaptados ao novo sistema. As reações serão mais adequadas às situações de frenagens de emergência e, portanto, mais eficazes, trazendo mais segurança ao trânsito, seja na cidade, seja nas rodovias.

Observe-se que esta situação de emergência (com frenagem abrupta e total) é a mais perigosa no sistema de frenagem convencional (luz de freio continuamente acesa). Isto porque o motorista de trás não tem a informação do nível de desaceleração do veículo à frente, não tendo, portanto, a reação adequada à situação real de frenagem. Ao perceber a aproximação, do veículo da frente, mais rápida do que o esperado – indicando uma situação mais séria de frenagem! –, será tarde para adequar o nível de frenagem... e a batida ocorrerá.

APRENDIZAGEM DO NOVO SISTEMA

Com o novo sistema de frenagem inteligente (SFI), o motorista ou condutor aprenderá, rapidamente, a interpretar a informação contida na luz de freio: luz contínua (desaceleração normal), luz pisca-pisca de frequência média (desaceleração mais rápida) e luz pisca-pisca de frequência alta (desaceleração de emergência). Isto dará ao trânsito de veículos, tanto na cidade quanto nas rodovias, um nível muito maior de segurança contra os muito comuns engavetamentos. É claro que a distância adequada entre veículos é um requisito básico que todo condutor de veículo deve respeitar, e que deve ser tanto maior quanto maior a velocidade dos veículos.

SISTEMA DE FRENAGEM COMPLETO: ABS E IBS

Um sistema de frenagem completo, para veículos automotores, deveria incorporar, além do ABS (“Automatic Braking System” ou Sistema Automático de Frenagem, já obrigatório para todos os veículos novos, aqui no Brasil), um sistema de luz de frenagem inteligente, o IBS (“Inteligent Braking System” ou Sistema de Frenagem Inteligente), como neste artigo proposto e explicado. Lâmpadas para luz de freio incorporando acelerômetros, justamente com os objetivos acima discutidos, já existem nos EUA. E lá são comercializadas.

CONCLUSÃO

O trânsito, certamente, estará mais seguro, especialmente do ponto de vista de choques na traseira de veículos e engavetamentos, se e quando for adotado, por legislação pertinente, um sistema como o proposto neste artigo: sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS, em inglês). Tal sistema proporciona informação essencial e completa, aos condutores de trás, em uma fila de veículos, sobre o nível de desaceleração do veículo à frente. Com essa informação – se é uma frenagem normal, se é uma frenagem mais forte ou se é uma frenagem de emergência – o condutor poderá frear com mais consciência e adequação, aumentando em muito as chances de serem evitados acidentes, especialmente os famosos engavetamentos em rodovias.

Uilso Aragono. (abr. 2018)

sábado, 31 de março de 2018

SOBRE O AGRADECIMENTO


O agradecimento é um gesto que deve ser feito por quem é beneficiado por outrem. Mas deve ser ele público ou privado? A Deus, certamente, nossos agradecimentos devem ser públicos, por uma questão de testemunho aos irmãos. A autoridades e a instituições públicas podem ser públicos, enquanto que para amigos, irmãos, parentes, conhecidos... devem ser privados.

AGRADECIMENTO COMO OBRIGAÇÃO MORAL

Quem agradece, ao seu benfeitor, é porque foi beneficiado por uma ajuda qualquer. A situação de um benefício financeiro é tal que o beneficiado pode ser classificado como um “necessitado”, enquanto o benfeitor, como um “poderoso” (pois ele pode emprestar ou doar ao necessitado).

Nessa situação, o necessitado, moralmente, está obrigado a agradecer ao seu benfeitor, mas de forma privada. Pois se for cobrado a agradecer em público, estará sendo submetido a uma situação de “humilhação”. E o benfeitor, depois de ter feito um bem, causa um mal moral àquele que recebeu sua benfeitoria inicial...

Moralmente, quem beneficia a seu amigo, a seu colega, etc., deve fazê-lo sem intenção de receber nada em troca. Nem mesmo o agradecimento do beneficiado (necessitado) deveria ser cogitado! E se o recebe, privadamente, normalmente diz “por nada”, para enfatizar que o que fez foi sem segundas intenções.

AGRADECIMENTO PRIVADO

Normalmente, agradece-se a qualquer pessoa por qualquer coisa que esta tenha feito pelo beneficiado, mesmo que nas relações comerciais, isto é, com pagamento! Agradece-se a caixas de bancos ou de lojas, a garçons, a clientes, a padres, etc.... e esses agradecimentos são, todos, privados, e não, públicos! Se alguém ouve, é porque está suficientemente próximo do evento, embora a intenção seja que, apenas, a pessoa benfeitora o ouça!

Mesmo que haja uma obrigação moral ou profissional de se prestar esse ou aquele serviço, de se agir de acordo com alguma regra social ou legal – como em relação a garçons, a motoristas diante de faixas de pedestres, a jovens cedendo lugar a idosos –, o agradecimento, privado, é recomendado, segundo pensa o próprio Papa Francisco.

AGRADECIMENTO PÚBLICO

Os agradecimentos públicos estão, normalmente, relacionados a situações político-sociais ou religiosas, em geral, de caráter financeiro, onde tais agradecimentos são esperados pela natureza mesma dessas relações: há necessidade de que se divulguem tais benefícios, pois são situações disponíveis a todos aqueles que estejam em situações de necessidade semelhantes. Os benfeitores, são, nesses casos, em geral, entes jurídicos. Como exemplos, podem ser citados professores-pesquisadores que recebem auxílio financeiro de instituições promotoras do desenvolvimento das pesquisas sociais, beneficiados por ajudas financeiras de instituições de amparo social, beneficiados por mutirões de caráter de solidariedade, em situações de calamidades sociais. 

Nas igrejas, em geral, que fornecem cestas básicas a famílias de necessitados, estes beneficiados somente agradecem privativamente: não há, pelo que se sabe, agradecimentos públicos! Já o padre ou o pastor agradece, publicamente, aos membros da igreja pelas contribuições, de qualquer espécie, que tenham sido feitas como resposta a seus clamores...

CONCLUSÕES

O agradecimento é um gesto que denota um espírito elevado e deve ser realizado por toda pessoa que tenha sido beneficiada por um benfeitor. E, em geral, é um ato privado, não público, destinado, exclusivamente, ao benfeitor. Os agradecimentos públicos são, em sua maioria, realizados a entidades jurídicas que prestam serviços político-sociais, de caráter financeiro ou não. Até mesmo porque esses últimos não podem ser feitos a uma pessoa, pois o benfeitor é uma instituição jurídica!

Que benfeitores e beneficiados saibam agir de acordo com as justas expectativas morais e sociais que orientam o comportamento dos cidadãos, para o bem de todos!

Uilso Aragono (mar. 2018)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O QUE SÃO AS INDULGÊNCIAS NA IGREJA CATÓLICA


Como estamos no tempo da Quaresma, uma reflexão sobre as indulgências é oportuna, visto que se relaciona aos exercícios espirituais propostos pela Igreja neste tempo litúrgico. E a pergunta é: o que são as indulgências? O texto pretende explicar de forma bem simples, e com alguns exemplos, o que são essas tão importantes graças concedidas, por Deus, através de Sua Igreja Católica.

DEFINIÇÃO FORMAL

Conforme o Catecismo da Igreja Católica (no § 1471), tem-se a seguinte definição de Indulgência.

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplica-las aos defuntos.”

Algumas dúvidas aparecem, naturalmente, ao fiel católico, relacionadas às expressões em negrito, por este Autor colocadas.

AFINAL, O QUE SÃO INDULGÊNCIAS?

As indulgências podem ser entendidas como sendo um cancelamento das penas temporais, isto é, das punições ou das penitências impostas pelo confessor (o padre), devidas pelo penitente arrependido e já perdoado quanto às suas culpas. Importa entender que, se a pessoa, uma vez tendo confessado de forma perfeita, buscar realizar, adequadamente, as penitências impostas pelo confessor, ela terá atingido a santidade de vida desejada quando decidiu confessar-se. Essas penitências são penas, sacrifícios, que se fazem nesta vida, daí o termo “pena temporal”, porque existem as penas fora do tempo, isto é, aquelas que são experimentadas no Purgatório, depois da morte.

Mas há um problema! Se a pessoa vivenciou as penitências impostas pelo confessor, ela terá cancelado, totalmente, suas penas temporais? Para o bom entendimento desta questão, há a necessidade de se entender, antes, que os pecados têm consequências no mundo, para além da própria vida do pecador. Essas consequências, ou estragos, afetam a harmonia, desejada por Deus, para as relações humanas e com as demais criaturas. As penas temporais visam, justamente, a restaurar a situação original, antes do pecado.

PENA TEMPORAL

Um exemplo clássico ilustra o conceito de pena temporal. Se um jovem, ao jogar bola, quebrar o vidro da casa de D. Joana, não bastará a ele pedir desculpas pelo incidente! D. Joana, tendo bom coração, certamente o perdoará, o desculpará. E o jovem estará livre da culpa do seu erro. No entanto, o vidro continuará quebrado! Esta é a consequência do erro (pecado) que precisará ser corrigida pela colocação de um novo vidro, com os seus custos sendo arcados pelo jovem (pena temporal).

PARA QUE AS INDULGÊNCIAS?

As indulgências apareceram, ao longo da vida da Igreja, por uma necessidade de oferecer, ao fiel católico, uma ajuda diante das fortes penitências (penas temporais) impostas pelos confessores, como era comum no passado de nossa Igreja. A pecados fortes, penitências fortes. Estas podiam ser longas peregrinações, longos jejuns e abstinências, e outras mais criativamente elaboradas pelos confessores. Tendo em vista os méritos de Cristo e dos santos – que já sofreram muito pela salvação e remissão dos pecados e das suas consequências! –, a Igreja decidiu aplicar tal “Tesouro” para a compensação ou o cancelamento, total ou parcial, dessas penas temporais devidas pelos fiéis arrependidos.

Com relação à questão acima levantada – terá o penitente, uma vez cumpridas todas as penitências lhe impostas pelo confessor, atingido a remissão de todas as suas penas temporais? – há que se notar o seguinte. O confessor, por ser humano, pode não ter toda a iluminação espiritual para decidir quais as penitências necessárias para tais pecados confessados. Somente Deus sabe, exatamente, quais as penitências seriam necessárias!  Sendo assim, o penitente, mesmo tendo cumprido, com retidão, as penitências indicadas pelo confessor, pode não ter atingido a total remissão de suas penas temporais, somente por Deus conhecidas. – Aqui entram as indulgências! A Igreja, por meio dos méritos de Cristo e dos santos, vem em socorro dos fiéis para garantir-lhes a total remissão das penas temporais, através das indulgências plenárias colocadas à sua disposição.

PURGATÓRIO OU CÉU

No caso de as indulgências serem parciais, os fiéis ainda terão a dever algumas penas temporais... E nesta situação, se uma pessoa vier a falecer, sua alma irá para o Purgatório, pois não estará totalmente purificado para encontrar-se na Bem-aventurança do Céu. Já no caso de ter recebido indulgências plenárias, a pessoa, em caso de morte logo a seguir, iria, diretamente, para o Céu!

É, portanto, muito desejável que todos os fiéis católicos desejem e procurem receber, para si ou para as almas do Purgatório, as indulgências. Estas são oferecidas pela Igreja em situações especiais. Um exemplo atual é a Promulgação, pelo Papa Francisco, por ocasião do Jubileu de 60 anos de criação da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, de recebimento de indulgências plenárias para aqueles fiéis que visitarem a Catedral de Vitória e cumprirem o previsto nas regras das indulgências: confessar-se, o mais próximo possível da visita; receber a Santíssima Eucaristia, normalmente, na Missa, e rezar nas intenções do Papa.

CONCLUSÕES

As indulgências, são, portanto, sinal de carinho, afeto e compreensão por parte da Mãe Igreja, cuja cabeça é o próprio Cristo, diante das fragilidades humanas, materiais e espirituais, de seus filhos e filhas. Desta forma, libertam-se almas do Purgatório e muitas pessoas são santificadas pelo recebimento de indulgências que são uma bela expressão do poder dos méritos de Cristo e dos santos para o benefício dos fiéis cristãos.

Uilso Aragono.   (fev. 2018)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A IGREJA CATÓLICA E SEUS INIMIGOS


A Igreja Católica, desde que o Imperador Constantino a declarou livre de perseguições, em 313 DC, passou a ter os seus piores inimigos em seu próprio seio.

Hoje, milhares de cristãos ainda têm sido perseguidos e maltratados, e até mortos — como verdadeiros mártires — em países mulçumanos e de ditaduras ateístas à esquerda e à direita. É a perseguição externa.

Mas a mais ameaçadora perseguição é feita, de forma insidiosa, por pessoas que se dizem cristãs, católicas, mas que, na realidade querem duas coisas:

      Ou aproveitar o espaço “político” que a própria Igreja lhes oferece (CEBs) para fazer sua política e fazer avançar suas ideologias e conquistar militantes,

      Ou infiltrar-se na Igreja, como verdadeiros lobos vestidos de cordeiro, para, de dentro, tentar como que implodi-la, destruí-la.


O que o vídeo mostra é isso: uma realidade eclesial histórica! Até hoje a Igreja luta contra o Inimigo e suas insídias. É a ortodoxia cristã contra as várias heresias gestadas, até hoje, no próprio seio da Igreja.

E padres e bispos com tendências, claramente, comunistas (mesmo bem intencionados) existem muitos na Igreja. Os verdadeiros cristãos precisamos estar atentos!

Que Deus continue a proteger Sua Igreja, como tem feito há 2000 anos.


Amém!

Uilso Aragono. (Jan. de 2018.)

Quem sou eu

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Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8

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