quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O QUE É O HUMANISMO SECULAR OU PAGÃO


Tendo em vista as inúmeras mensagens humanísticas, positivas e "politicamente corretas" que circulam pela Internet, vale a pena refletir sobre o Humanismo Pagão (ou Secular) que está por trás delas. Mensagens que não levam em conta a presença de Deus na vida humana e que fazem do Homem o seu deus. É o novo paganismo moderno. O texto abaixo foi retirado e adaptado do site https://www.gotquestions.org/Portugues/humanism-secular.html.


O ideal do humanismo secular  (ou pagão) é que a humanidade se reconheça como uma parte da natureza eterna e incriada; a sua meta é a autocorreção do homem sem a referência a Deus ou sua ajuda. O humanismo secular/pagão cresceu a partir do Iluminismo do século 18 e do pensamento livre do século 19. Alguns cristãos podem se surpreender ao perceberem que possuem alguns compromissos em comum com os humanistas seculares. Muitos humanistas cristãos e seculares compartilham um compromisso com a razão, com a investigação livre, com a separação entre Igreja e Estado e com os ideais de liberdade e de educação moral; no entanto, diferem em muitas áreas. Os humanistas seculares/pagãos baseiam a sua moralidade, e suas ideias sobre a justiça, na inteligência crítica, sem a ajuda das Escrituras, das quais os cristãos dependem para obter conhecimento sobre o certo e o errado, sobre o bem e o mal. Além disso, embora os humanistas seculares/pagãos e os humanistas cristãos desenvolvam e usem a ciência e a tecnologia, para os cristãos, essas ferramentas devem ser usadas no serviço do homem para a glória de Deus, ao passo que os humanistas seculares veem essas coisas como instrumentos destinados a servir fins humanos, sem referência a Deus. Em suas investigações sobre as origens da vida, os humanistas seculares não admitem que Deus tenha criado o homem do pó da terra, depois de ter criado primeiro o planeta e todos os seres vivos, a partir do nada. Para os humanistas seculares, a natureza é uma força de autoperpetuação eterna.

Os humanistas seculares podem se surpreender ao saber que muitos cristãos compartilham a mesma atitude de ceticismo religioso e estão comprometidos com o uso da razão crítica na educação. Seguindo o padrão dos nobres bereianos (At 17, 10.11: “os bereianos eram mais nobres que os tessalonissences”), os humanistas cristãos leem e ouvem a instrução e examinam todas as coisas à luz das Escrituras (At 17,11). Simplesmente não aceitamos toda declaração ou percepção mental que entra em nossas mentes, mas testamos todas as ideias e "conhecimentos" em relação com o padrão absoluto da Palavra de Deus, a fim de obedecer a Cristo, nosso Senhor (ver 2Cor 10,5.1; Tm 6,20). Os humanistas cristãos entendem que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos em Cristo (Col 2,3) e procuram crescer com o pleno conhecimento de todas as coisas boas para o serviço de Cristo (Fil 1,9; 4,6; Col 1,9). Ao contrário dos humanistas seculares/pagãos, que rejeitam a noção de verdade revelada, aderimos à Palavra de Deus, que é o padrão que usamos para medir ou testar a qualidade de todas as coisas. Estes breves comentários não elucidam totalmente o humanismo cristão, mas acrescentam vida e relevância à definição clínica dada em dicionários (por exemplo, o Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster, que define o Humanismo Cristão como "uma filosofia que defende a autorrealização do homem no quadro dos princípios cristãos").

Antes de considerarmos uma resposta cristã ao humanismo secular, devemos estudar o próprio termo humanismo. O humanismo geralmente traz à mente a restauração do saber e da cultura antigas, o que ocorreu durante a Renascença. Durante esse tempo, os "humanistas" desenvolveram modos rigorosos de estudo baseados nos modelos gregos e romanos, e também tentaram construir um novo estilo latino (nas artes literárias e plásticas) e nas instituições políticas com base nele. No entanto, muito antes da Renascença, o "humanismo cristão" prosperou nas obras e no pensamento de Agostinho, Tomás de Aquino, Erasmus e outros. Alguns, até mesmo, veem em Platão, um filósofo pagão, um tipo de pensamento que é compatível com a doutrina cristã. Enquanto Platão oferece muito do que é rendável, suas pressuposições e conclusões certamente não eram bíblicas. Platão, como Nietzsche, acreditava no "eterno retorno" (reencarnação); ele (e os gregos em geral) dava um respeito superficial aos seus deuses, mas realmente acreditava que o homem fosse a medida de todas as coisas. As expressões contemporâneas do humanismo secular rejeitam tanto os elementos nominais cristãos dos seus precursores quanto as verdades bíblicas essenciais, tais como o fato de que os seres humanos têm a imagem de seu Criador, o Deus revelado na Bíblia e na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus.

Durante a revolução científica, as investigações e descobertas de cientistas amplamente treinados, que podem ser considerados humanistas (homens como Copérnico e Galileu), desafiaram o dogma católico romano. Roma rejeitou as descobertas das novas ciências empíricas e emitiu pronunciamentos contraditórios sobre questões que não faziam parte do domínio da fé. O Vaticano defendia que, já que Deus criou os corpos celestes, eles devem refletir a "perfeição" do seu Criador; portanto, rejeitou as descobertas dos astrônomos de que as órbitas dos planetas eram elípticas e não esféricas, como se acreditava anteriormente, e que o sol tinha "pontos" ou áreas mais frias e mais escuras. Estes fatos empiricamente verificáveis, e os homens e mulheres que os descobriram, não contradizem os ensinamentos bíblicos; a viragem da verdade bíblica em direção ao humanismo naturalista - caracterizada pela rejeição da autoridade e da verdade bíblica e pela inclinação a uma forma declaradamente secular do humanismo – ocorreu durante o Iluminismo, movimento que atravessou os séculos 18 e 19 e criou raízes em toda a Europa, florescendo especialmente na Alemanha.

Numerosos panteístas, ateus, agnósticos, racionalistas e céticos investiram em vários projetos intelectuais sem levar em consideração a verdade revelada. Em seus caminhos separados e distintos, homens como Rousseau e Hobbes buscaram soluções amorais e racionais para o dilema humano. Além disso, obras como Fenomenologia do Espírito, de Hegel, Crítica da Razão Pura, de Kant, e A ciência da ética fundamentada nos princípios do conhecimento, de Fichte, lançaram as bases teóricas para os humanistas seculares posteriores. Consciente ou inconscientemente, os acadêmicos contemporâneos e humanistas seculares constroem sobre essa fundação quando promovem abordagens exclusivamente "racionais" às questões sociais e éticas e às formas antinomianas de autodeterminação em áreas como a autonomia individual e a liberdade de escolha nas relações sexuais, na reprodução e na eutanásia voluntária. No domínio cultural, os humanistas seculares confiam em métodos críticos ao interpretarem a Bíblia e rejeitam a possibilidade da intervenção divina na história humana; na melhor das hipóteses, eles veem a Bíblia como uma "história sagrada".


Não é necessário ser um cristão para perceber que o humanismo alimentado apenas pela razão não pode ter sucesso. Até mesmo Emmanuel Kant, escrevendo a sua Crítica da Razão Pura, durante o auge do Iluminismo alemão, entendeu isso. Nem devem os seguidores de Cristo ser vítimas da sedução da filosofia e da tradição humana ou serem aprisionados por formas de humanismo baseadas sobre a fé romântica na possibilidade da autorrealização humana (Col 2,8). Hegel baseou o progresso humano no ideal da razão como um espírito "fundamentando" a si mesmo através de estágios progressivos e dialéticos da história; mas se Hegel tivesse vivido para ver as duas guerras mundiais do século 20, é duvidoso que ele tivesse persistido em detectar o progresso humano nesses desastres da história. Os cristãos entendem que qualquer forma de humanismo, quando longe da redenção de autoria divina, está condenada ao fracasso e à falsa fé. Baseamos uma visão elevada do homem em uma visão elevada de Deus, já que a humanidade é feita à imagem de Deus, e nós concordamos com a Escritura quanto à situação desesperadora do homem e quanto ao plano de salvação de Deus.

Adaptado do site:  
https://www.gotquestions.org/Portugues/humanism-secular.html.

Uilso Aragono (out. 2018)

domingo, 30 de setembro de 2018

O QUE É A IGREJA CATÓLICA?


O artigo é uma proposta de reflexão sobre o significado da Igreja Católica para seus próprios membros e para o mundo. Visa a esclarecer alguns aspectos ainda confusos na cabeça de muitos cristãos, católicos e não católicos.

INTRODUÇÃO

O que não é a Igreja? A Igreja não é o templo! A Igreja não é o Papa com os bispos e padres. A Igreja não são as pessoas que se unem para rezar. O que é a Igreja, então? A Igreja é tudo isso junto! A Igreja somos todos nós, os cristãos leigos, unidos com o Papa e os bispos e padres, com os religiosos, e com os templos, que são a casa da Igreja! A Igreja é a união de tudo isso, que forma como que um corpo, cuja cabeça é o próprio Cristo!

A Igreja é, ainda, o corpo místico de Cristo, que se expressa, no mundo, através do testemunho e da santificação dos cristãos, com o objetivo de santificar e salvar as pessoas: as almas que o Senhor criou para a vida e a felicidade eternas.

TRAÇOS DA IGREJA DE CRISTO

Diz-se que a Igreja de Cristo tem algumas características, ou algumas notas, ou, ainda, alguns traços que a identificam e a descrevem. A própria Igreja Católica costuma denominar-se, mais completamente, por meio desses traços: Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

IGREJA UNA

A Igreja Católica é UNA por ser a única Igreja que o próprio Cristo fundou e para quem orou ao Pai: "Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

IGREJA SANTA

A Igreja Católica é SANTA porque constitui o “corpo místico de Cristo”: é a presença estendida do próprio Cristo, no mundo, conforme suas próprias palavras: “Eis que estarei convosco até o fim dos tempos” (Mt 28,20). A Igreja é o corpo “místico”, porque não é o seu corpo humano, mas uma presença espiritual, garantida pela força do Espírito Santo, por meio de graças e bênçãos espirituais. Pecados, quem os comete são os filhos da Igreja; são o “pessoal” da Igreja...

IGREJA CATÓLICA

A Igreja é CATÓLICA porque foi enviada, por Jesus Cristo, a batizar e evangelizar todos os povos: é, portanto, uma Igreja para todos, isto é, uma Igreja Universal, que é o sentido da palavra “católica”.
A Igreja é APOSTÓLICA porque constituída, desde os seus primórdios, pelos seus apóstolos – que significa “enviados” – e pelos seus sucessores legítimos, até os dias de hoje, particularmente pelo sucessor atual de Pedro, o Papa Francisco, o 266º papa da história cristã.

OUTROS TRAÇOS AINDA POSSÍVEIS

A Igreja Católica ainda pode ser caracterizada por ser uma igreja “PERSEGUIDA”. Desde os tempos da Igreja primitiva, os cristãos são perseguidos, presos e mortos por seguirem o “Caminho”, por acreditarem no Cristo Crucificado, por acreditarem na Vida Eterna. São os santos mártires da Igreja. E, até hoje, são os cristãos perseguidos em várias partes do mundo, especialmente no mundo comunista e em algumas regiões muçulmanas, dentre outras.

É, ainda, um outro traço da Igreja Católica o ser “SACRAMENTO DE SALVAÇÃO PARA O MUNDO”, na medida em que, conforme as palavras de seu Fundador: “Vós sois o sal da terra (...); vós sois a luz do mundo (...)” (Mt 5, 13.14). Sendo o sal e a luz elementos vivificantes, assim, deve é a Igreja para o mundo: sacramento de vida nova, de salvação, de santificação.

Um último traço da Igreja Católica está ligado à sua duração: por durar tanto tempo, cerca de dois milênios, não pode ser uma instituição puramente humana. Por isso a Igreja tem, também, a característica de ser “HUMANO-DIVINA”. E é, justamente, por ser Divina, que podemos acreditar na importância da Igreja para o mundo.

POR QUE PRECISAMOS DA IGREJA

Porque ninguém se salva sozinho. Precisamos uns dos outros para exercitarmos nossa fé e nossa caridade. Cristo deseja que estejamos unidos e reunidos em torno dele. É Ele mesmo quem nos ensina: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20). O caráter coletivo, portanto, se impõe sobre o caráter individual da fé. Por isto precisamos da Igreja; precisamos “ser” Igreja; precisamos estar juntos e unidos – como Igreja – ao Senhor.
Precisamos da Igreja, porque é nela que encontramos os SACRAMENTOS deixados por Jesus: são sinais eficazes da graça divina; que cumprem o que prometem! Com eles e por meio deles, os cristãos encontram forças e auxílio para vencerem as tentações do pecado e alcançarem a salvação.
O maior dos sacramentos, dentre os sete existentes, é a EUCARISTIA. Este é o alimento especial que o próprio Cristo desejou que fosse nosso socorro. Portanto, participar da missa de forma mais frequente (além da dominical) é a forma mais eficaz de crescimento na fé, na caridade e na santidade. E o mundo agradece nossa participação eucarística, uma vez que comungando, os cristãos católicos estamos sendo sacramento de salvação, também, para mundo.
IMPORTÂNCIA DA IGREJA PARA O MUNDO

Por tudo o que já foi escrito acima, pode-se concluir tal importância para o mundo. Em resumo: a Igreja Católica foi instituída para levar a mensagem de salvação para o mundo; é sacramento de Salvação, também, para o mundo; por meio dela o mundo recebeu, e continua a receber, os valores cristãos de amor, de caridade, de santidade, de perdão mútuo, de valorização das mulheres, etc.

CONCLUSÃO

A Igreja é nosso caminho mais seguro e mais rápido para o Céu. O próprio Cristo é nosso Advogado, nosso guia: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. E Ele está na Igreja! Ele “é” a Igreja. Ele é a Cabeça da Igreja.

Uilso Aragono. (Set. de 2018)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A VIVÊNCIA DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO


Neste mês, a reflexão é sobre a vivência do tão fundamental, belo e abençoado sacramento do Matrimônio. São propostas algumas definições e colocados alguns aspectos práticos importantes para que tal vivência seja a mais produtiva e útil para o bem dos cônjuges.

INTRODUÇÃO

O Matrimônio é o único sacramento da Igreja Católica que, diferentemente dos demais, não precisa do padre para que aconteça. Ele é, apenas, a testemunha oficial da Igreja. Os noivos, juntos com a assembleia dos fiéis, são os elementos essenciais.

CASAMENTO CIVIL

O Casamento civil é a união de duas pessoas, de sexos diferentes, que queiram viver juntas, às próprias custas. No entanto, é um desafio muito grande para duas pessoas tão diferentes, fracas, falhas e pecadoras...

MATRIMÔNIO CRISTÃO

Este já é a união de duas pessoas cristãs com a Trindade: o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Tornam-se “uma só carne” pois, como se lê no Gênesis (2, 21-24): “Carne da minha carne...”. Sem a força do Espírito Santo, é muito difícil que o matrimônio suporte tantas pressões e tentações do mundo. Pode-se dizer que o casal formado pelo matrimônio passa a ser constituído por mais do que duas pessoas:  a terceira é Cristo! Sem a presença do Senhor na vida de cada cônjuge, é muito difícil que o “amor supere todas as diferenças”.

Para que se tenha a certeza da presença do Senhor na vida do casal, há que se criar o hábito da oração diária, persistente, e da participação nos sacramentos da Igreja, especialmente, na Eucaristia.

INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO

É próprio Cristo quem institui o matrimônio cristão, conforme o Evangelho de S. Mateus (19, 5-6). Jesus deixa claro que o matrimônio é indissolúvel, é para sempre! Quem se casa na Igreja, portanto, deve estar consciente de que está assumindo uma relação que deve ser para toda a vida do casal! Não é algo que se possa anular por algum motivo de capricho humano.

VALIDADE DO MATRIMÔNIO

O matrimônio cristão, para ser válido – e, portanto, para toda a vida! – deve acontecer segundo os critérios de liberdade, conhecimento e sinceridade. E deve ocorrer num ambiente de comunidade cristã. Daqui a necessidade de se ter uma testemunha da Igreja durante a celebração, de se terem os padrinhos e de se terem os convidados: parentes e amigos dos nubentes.

Importantíssimos são a liberdade de cada noivo e o conhecimento suficiente de um em relação ao outro: não sendo satisfeitos tais critérios de liberdade e conhecimento, pode o matrimônio padecer de nulidade na raiz, isto é, embora tenha acontecido com todas as aparências de um verdadeiro matrimônio, carece dos fundamentos necessários. Estar casando-se por conveniência social, por desejo de sair de casa, ou sem conhecer bem o noivo ou a noiva, incorre-se num erro fundamental que impede a validade do matrimônio.

SIMBOLIZA A UNIÃO DE CRISTO COM A IGREJA

S. Paulo deixa claro que o matrimônio cristão é uma imagem da relação entre Cristo e a Igreja. Assim como Cristo ama a sua Igreja, o marido deve, igualmente, amar a sua esposa. E, assim como a Igreja deve ser fiel a Cristo, deve, também, ser fiel ao seu marido. Mas é claro, que tais papeis sexuais podem ser invertidos: o que vale para o marido, valerá para a esposa, e vice-versa.

A QUE SE DESTINA O MATRIMÔNIO

É destinado ao bem e à felicidade dos cônjuges e à educação cristã dos filhos. Veja-se, portanto, que o matrimônio cristão é destinado a duas grandes e nobres funções, e não só a uma: a felicidade do casal. A procriação e a educação cristã da prole constituem a segunda, e importantíssima, função e destinação do matrimônio cristão.

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO NA PRÁTICA

Pode-se afirmar que, na prática, o sacramento do matrimônio é...
– um caminhar, juntos, na sociedade e na solidariedade;
– um caminhar, juntos, na fé, contanto com a graça do sacramento;
– um caminhar, juntos, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...”;
– um caminhar, juntos, na educação dos filhos;
– um caminhar, juntos, para dar testemunho do que ele simboliza: a união de Cristo com a Igreja.

COMO VIVENCIAR BEM O MATRIMÔNIO

O matrimônio, para dar frutos de felicidade conjugal e educação cristão, efetiva, dos filhos, deve basear-se...
 na oração pessoal, a dois e em família;
– no afeto mútuo, como que de dois eternos namorados;
– no respeito: “... amando-te e respeitando-te todos os dias...”;
– no diálogo verdadeiro, onde as verdades são ditas, oportunamente, com muito amor;
– na humildade, onde se reconhece que, numa briga, os dois têm sua parcela de culpa;
– na caridade, em que se reconhece que “somente o amor constrói”;
– na paciência, quando se aceita que esta virtude é essencial na relação a dois;
– na vivência dos demais sacramentos da vida cristã, especialmente, na Eucaristia frequente;
– na fidelidade, não só em relação ao cônjuge, mas, também, em relação aos filhos, à Sociedade e a Deus;
– na capacidade de perdoar: “... e perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

CONCLUSÃO

O Sacramento do Matrimônio é um grande desafio à vida do casal cristão, mas que pode ser vivenciado com harmonia se nos abrirmos à Graça santificante de Deus. Esta graça ilumina a consciência dos cônjuges e os ajuda a orientar sua conduta de acordo com a melhor para o bem do matrimônio. E a vivência harmoniosa do Sacramento do Matrimônio é um importante testemunho cristão do amor de Cristo pela sua Igreja e pela humanidade.

Uilso Aragono. (ago. de 2018)

terça-feira, 31 de julho de 2018

OS GRANDES INIMIGOS DO CASAMENTO

O casamento é uma instituição natural, milenar e querida por Deus, a ponto de Jesus Cristo elevá-lo à condição de um Sacramento: o Matrimônio. Apesar de uma instituição divina, fundamental à sociedade dos homens, há muitos perigos e ameaças à sua volta e, até mesmo, dentro dele. O artigo abaixo pretende ser uma reflexão sobre os seus grandes inimigos .


INTRODUÇÃO

Nem sempre a culpa dos problemas da vida conjugal está, apenas, nos cônjuges. As características da vida moderna são, também, em grande parte, responsáveis pelos desajustes que acontecem no casamento. É importante perceber as dificuldades dentro de casa e na vida social para que o casal possa tomar consciência e buscar a solução adequada. Mas é interessante notar que a solução pode passar, quase sempre, pela mudança de atitudes de cada cônjuge.

PROBLEMAS FAZEM PARTE DA VIDA CONJUGAL

A vida conjugal é um desafio para o casal. Não deve haver ilusões sobre tais dificuldades, apesar de todo o amor, de toda a boa vontade e de toda a sinceridade dos propósitos dos noivos. E mais comum dos que os entendimentos, do que a harmonia conjugal, são os desentendimentos; e desde os primeiros momentos; talvez já na lua de mel!

No entanto, apesar de serem comuns, não devem os cônjuges acomodarem-se a esses naturais desentendimentos. Ao contrário, devem ser enfrentados pelo casal com com todos os seus recursos: inteligência, paciência, amor, compreensão e oração.

O entendimento, apesar das naturais dificuldades geradas pelas diferenças marcantes entre a psicologia comportamental do homem e da mulher, deve ser buscado a todo custo, especialmente pelo estudo, pelo diálogo e pela oração.

OS INIMIGOS DO MATRIMÔNIO DENTRO DE CASA


INFIDELIDADE:
Temos de ser fiéis um ao outro, mas, também, aos filhos, a Deus e à sociedade. A fidelidade
é algo fundamental para uma vida conjugal feliz, harmoniosa e frutífera. Não há casamento
que resista aos ataques da infidelidade. Os dois devem conscientizar-se de que o sexo só
tem pleno sentido dentro de um ambiente afetivo, espiritual e religioso. E isto só acontece no casamento válido: livre, por amor e cheio da presença divina.

MENTIRAS:
Devemos ser um livro aberto, um para o outro. Omitir, temporariamente, alguma coisa é possível, desde que seja para o bem do outro. Porque, nem sempre, a verdade nua e crua é fácil de ser suportada. Deve ser dita, sim, mas no momento certo, e que só Deus pode inspirar. Daqui a necessidade de uma vida conjugal com base na fé e na oração.

CIÚMES:
Sabemos que, quanto mais forte for a carência afetiva de um em relação ao outro, maior poderá ser o ciúme. Eis, portanto, a importância de que cada um se preocupe em suprir as carências do outro. Nossa carência afetiva é muito maior que nossa carência sexual. Aqui entra, então, a importância de gestos aparentemente simples, mas cheios de significado: beijar o cônjuge que este chega em casa ou sai de casa, conversar e se acarinhar como bons namorados, dar satisfação ao outro sobre seus planos do dia, etc.

POBRE ESPÍRITO ROMÂNTICO:
A perda do espírito romântico dos tempos de namoro pela rotina massacrante do dia a dia da vida de casados. Aqueles horas ininterruptas de conversa gostosa do tempo de namoro não podem ser completamente esquecidas e superadas, mas, de alguma forma, devem ser resgatadas no ambiente doméstico do casal. Olhar um para o outro, elogiarem-se mutuamente, darem-se pequenos presentes de surpresa, são gestos que não podem ser completamente esquecidos!...

EXCESSO DE INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA:
Não podemos ser completamente independentes um do outro e nem completamente dependentes: há necessidade de se ter equilíbrio nesse aspecto. A independência pode transformar-se, rapidamente, em indiferença em relação ao outro. Já a dependência poderá sobrecarregar o outro, criando uma situação de potencial risco para a relação, pelo desgaste provocado ao longo do tempo.

DISCUSSÃO COSTUMEIRA:
A discussão costumeira deve ser evitada no dia a dia do casal. Entendendo-se “discussão” como aquele bate boca que costuma desembocar em agressividade verbal. Uma coisa é a conversa respeitosa de dois adultos, que sabem levar em conta as diferenças de pontos de vista de cada um. Outra coisa é a discussão…

INCAPACIDADE DE PERDOAR:

O amor conjugal maduro deve estar baseado na capacidade de perdoar. Sem isto, é muito difícil que uma relação homem-mulher seja duradoura no casamento. Amar é igual a perdoar sempre! Ou não é amor!... É o amor que supera todas as diferenças, todas as dificuldades no relacionamento conjugal.

FALTA DE DIÁLOGO
O verdadeiro diálogo conjugal não é falar todas as verdades. Isto que faz são os bêbados! Quem ama dialoga com amor, com respeito; sabe ouvir o outro, mais do que falar. Sem diálogo verdadeiro, não há casamento que resista…

EXCESSO DE CUIDADO COM OS FILHOS
O marido e a mulher correm o risco de tornarem-se estranhos, um diante do outro, se dedicarem excessivos cuidado e tempo às crianças. O amor na família deve ser dividido entre todos os seus membros. Se a mãe, por exemplo, com a chegada do primeiro filho, esquece do marido, enchendo-se de amores pelo filho, estará plantando ventos… e colherá tempestades!

OS INIMIGOS DO MATRIMÔNIO NA VIDA SOCIAL

FALTA DE TEMPO UM PARA O OUTRO
Temos tempo para tudo, menos um para o outro. Se falta tempo para o amor, para o cuidado com o outro, como no tempo do namoro, algo está errado… E a consequência pode ser o afastamento paulatino dos cônjuges. Tornam-se dois estranhos vivendo sob o mesmo teto. Pergunta-se: até quando isto será suportado?

INFLUÊNCIA DA TV E DO CELULAR
A TV e o celular (com seus fantásticos aplicativos), além do computador, são fonte de contínua perturbação da relação familiar. Os programas de televisão  - nem sempre favoráveis à Família! -, devem ser muito bem escolhidos e assistidos em família. Proteger as crianças contra maus programas é dever dos pais. Proteger-se, o casal, contra vícios ligados ao uso exagerado da TV, do celular e do computador, é uma obrigação dos dois, para que tenham tempo um para o outro.

EXCESSO DE TRABALHO
O trabalho, como se costuma dizer “dignifica o ser humano”... É verdade! No entanto, deve-se trabalhar para viver e, não, “viver para trabalhar”! O trabalho em excesso, por parte de qualquer dos cônjuges, é uma grande ameaça à felicidade e à harmonia do casal e da família. O estresse e a falta de tempo para a família são as grandes consequências do excesso de trabalho, o que pode culminar com a destruição do casamento.

FALTA DO LAZER CONJUGAL
O lazer é tão importante quanto o trabalho. Equilibrar o tempo dispendido ao trabalho com o necessário tempo dedicado ao lazer conjugal e familiar é uma sábia preocupação do casal. Sem esta atenção, o casamento e a família ficam muito ameaçados, porque o lazer é essencial para que os cônjuges possam curtir-se um ao outro, amarem-se mais e alcançar alcançar a sonhada harmonia conjugal.

JORNADA DUPLA DA MULHER
A jornada dupla e, às vezes, tripla, da mulher é hoje uma grande ameaça ao sucesso da relação conjugal e familiar. O estresse excessivo decorrente de tal jornada leva a mulher a estressar-se profundamente, acarretando uma grande dificuldade para se viver o amor mútuo que o casamento requer.

DESEMPREGO E INSEGURANÇA PROFISSIONAL
Com o desemprego em grande escala e, muitas vezes, a insegurança no emprego existente, o casamento e a família encontram-se muito ameaçadas. Pois não havendo condições materiais mínimas para o sustento da família, o estresse, a preocupação constante e os desentendimentos se acentuam. E se torna muito difícil a manutenção da boa e feliz relação do casal.

POSSÍVEIS SOLUÇÕES

REFLETIR SOBRE OS INIMIGOS CITADOS
Tomar consciência do perigo representado por cada inimigo do casamento, acima comentado, é importantíssimo! O casal deve buscar, juntos, “ver, julgar e agir” em relação aos inimigos acima denunciados. Ler, refletir, conversar e rezar sobre tais ameaças é algo que deve acontecer na vida do casal que quer manter seu casamento. Pois, depois da tomada de consciência, vem a busca dos caminhos de solução.

ARRANJAR UM DIA PARA NAMORAR
Tendo em vista os perigos representados por alguns dos inimigos acima citados, é importante que o casal busque tempo para o “namoro”. Namorar, como no tempo antes do casamento, era um dedicar ao outro o seu tempo, seus olhares, suas opiniões sobre vários assuntos, seus beijos… Isto não pode ser esquecido. Há que ser vivenciado, também, no casamento. Este, deveria ser, na verdade, um namoro contínuo… Escolher um dia da semana, pelo menos, para que os dois possam estar juntos, num barzinho, ou mesmo em casa, é uma boa e oportuna decisão.

TER A CORAGEM DE DESLIGAR A TV, O CELULAR…
Como já comentado, as novas tecnologias (TV, Celular, computador, etc.) têm o poder de atrair e monopolizar as atenções. Desligar, ou não ligar, a TV, o computador e não se entregar às frequentes, sonoras e, muitas vezes, desnecessárias e, até, inúteis, mensagem WhatsApp é um verdadeiro ato de coragem que cada cônjuge deve estar decidido a ter. Tentar garantir um tempo de lazer para o casal ou para a família é outra decisão sábia que pode ser tomada por ambos.

RESERVAR HORÁRIO PARA A ORAÇÃO
A família que reza unida, permanece unida. É uma afirmação que se costuma ouvir nos meios religiosos. E é muito verdadeira. Pois, pela oração familiar, os cônjuges e os filhos são fortalecidos pelas bênçãos que atraem dos Céus. E o que mais precisamos, hoje, neste mundo tão cheio de inimigos e ameaças à vida familiar do que muitas bênçãos e graças divinas?

CONCLUINDO

O matrimônio é um grande desafio para o casal. Mas, se existir amor verdadeiro, se a fé for viva, e a preparação for contínua, é possível a felicidade e a harmonia conjugais. Os inimigos são muitos. Mas as bênçãos, para aqueles que abrem os braços e juntam as mãos, são, ainda, mais numerosas. Se pedirmos a sabedoria divina, a cada dia, certamente o Senhor não nos deixará desamparados. Ele não nos imporia um fardo mais pesado do que aquele que podemos suportar. Na verdade, nós o fazemos mais pesado do que é pelos nossos pecados: preguiça, comodismo, egoísmo, falta de oração, vaidade, etc. Vamos cuidar do nosso matrimônio como a coisa mais preciosa de nossa vida! E contemos com Deus!

Uilso Aragono. (Jul. de 2018)


sábado, 30 de junho de 2018

HARMONIA CONJUGAL E DIÁLOGO COM OS FILHOS


HARMONIA CONJUGAL E DIÁLOGO COM OS FILHOS

Um dos grandes desafios da vida moderna é a harmonia conjugal, para uma vida, a dois, longa e feliz. E, para o casal cristão, é o objetivo maior, buscando-o no amor e no respeito mútuos. Será a base para uma efetiva educação dos filhos, que se dará, também, sob um relacionamento familiar enraizado no diálogo amoroso. O texto, a seguir, desenvolve esse tema apaixonante e desafiador.

O Matrimônio é mais que um simples casamento

Quando o homem e a mulher, cristãos, buscam um ao outro, não buscam, somente, um casamento. Na verdade, estão buscando uma vida abençoada e feliz, o que só é possível com a graça de Deus. Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo deu a o casamento uma aura de espiritualidade profunda, tornando-o um “sacramento”, isto é, um sinal visível – pelos seus ritos – de uma graça invisível, que, efetivamente acontece na vida dos dois que se dão em Matrimônio.

É importante, então, que os noivos assumam esta verdade: são eles, na doutrina cristã católica, os protagonistas, os celebrantes desse maravilhoso sacramento do amor humano. O padre, ou o ministro celebrante, ou o diácono, são, tão somente, as testemunhas oficiais da Igreja, junto com os padrinhos, parentes, amigos e demais convidados.

Pode-se reconhecer que, no mundo de hoje, é quase impossível existir amor e harmonia conjugal sem se contar, efetivamente, com a oração e seus frutos. São muitas as dificuldades e as tentações do mundo, e do próprio maligno, a atrair o matrimônio para o fim. Sim, o fim do matrimônio e da família parece ser um grande objetivo do Inimigo espiritual do homem e da mulher.

O casal se casa para ser feliz

Embora nem sempre se aceite, de forma consciente e clara, o que é prometido durante a cerimônia do Matrimônio, mas é justamente isto um dos fatores que contribuem para a busca de uma vida conjugal feliz: os dois se unem por toda a vida! E tal objetivo deve existir, claramente, no coração e na mente dos cônjuges. Caso contrário, na primeira dificuldade: – “Não está dando certo”. – “Vamos nos separar”...

Para os que se uniram no sacramento do Matrimônio, deve ser “para toda a vida”. Tem de dar certo! Custe o que custar! Porque se não for assim, inicia-se uma ilusão de vida feliz, harmoniosa e produtiva, a dois, como se somente o “amor” fosse totalmente suficiente para o sucesso dessa empreitada que, de fato, não é nada simples.

É um desafio que supõe força, coragem, luta... Mas, mesmo assim, se tais esforços forem apenas humanos, não serão suficientes. Há que se contar com a graça divina. Há que se contar com a força advinda da oração. Há que se contar com Deus!

Diferentes são os casais

Os casais são tão diferentes como podem ser as tranquilas combinações populares de “café com leite”, “queijo e goiabada” e “praia e sol”, bem como as não tão tranquilas combinações do tipo “fogo e gasolina”, “dentista e paciente” e “professor e aluno”.

Dependendo, portanto, da combinação que mais se ajuste ao casal, este pode ter maior ou menor dificuldade de relacionamento. Os do primeiro tipo – combinações mais tranquilas –, facilitam o relacionamento, pois o que um deseja o outro concorda. Os do segundo tipo, – combinações mais explosivas! –, leva a maiores dificuldades no relacionamento conjugal, exigindo dos dois muito mais paciência, jogo de cintura, amor e respeito mútuos.

A paciência é uma das virtudes mais importantes a serem exercitadas pelo casal. Há se todos tivessem a dose necessária de paciência em todos os relacionamentos humanos!... Daqui a importância de se contar com Deus, mais uma vez.

Investir tempo no amor conjugal

Investir tempo no exercício do afeto conjugal, do respeito mútuo, do diálogo produtivo... Pois a rotina e intimidade tendem a afastar um do outro.

Quanto ao afeto, pode-se dizer que os dois cônjuges devem ser eternos namorados! Procurar viver as atitudes e gestos do tempo do namoro, em que um se preocupava em cativar ou conquistar o outro a cada dia.

No que se relaciona ao respeito, pode-se lembrar, aqui, o texto da promessa que os noivos fazem, um ao outro, durante a celebração do sacramento do matrimônio: “Prometo-lhe ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-a e respeitando-a todos os dias de nossa vida”. Observe-se que a Igreja, sabiamente, retirou, de dentro do amor, o respeito, para explicitá-lo no texto da promessa do matrimônio. Pois que ama, já respeita. No entanto o respeito mútuo na vida conjugal é tão fundamental, que, na promessa conjugal, o termo respeito é ressaltado: “(...) amando-a e respeitando-a todos os dias de nossa vida”.

Quanto ao diálogo, há que se observar o fato de que dialogar não é somente falar as verdades (pois até os bêbados falam a verdade em suas manifestações verbais...), mas falar as verdades com amor! E isto poderá levar o cônjuge a, inclusive, deixar de falar, naquele momento, alguma verdade mais dolorosa... por amor.

Investir tempo na educação dos filhos

Para uma boa educação dos filhos, há necessidade de que seja, também, investido muito tempo educativo! Pois a presença é mais importante do que os presentes! O olhar nos olhos enquanto se ouve o filho ou a filha...

Pedir perdão por gestos ou atitudes que tenham magoado o filho. Aqui se estará ensinando, na prática, a importância do perdão nas relações humanas! Pois se o pai ou a mãe pede perdão, tanto mais o deverá fazer o filho ou a filha.

Para que se possa investir tempo educativo na relação com os filhos, há que se retirar o tempo deseducativo, normalmente, dedicado à TV, aos joguinhos eletrônicos, ao celular. E, sempre, lembrando que se os pais não investirem tempo na educação dos filhos, tenham certeza de que os traficantes, os maus intencionados, as más companhias o farão...

Contar com Deus...

Na oração em família – com os filhos! –, na oração do casal, e na oração pessoal. Orar é colocar-se diante de Deus, com fé, com humildade, com abertura, com gratidão, e como intercessores pela vida de todos os entes queridos e da Sociedade.


Ninguém deve duvidar dessa imperiosa necessidade. Ainda mais sabendo, como nos ensina a Santa Madre Igreja Católica, que satanás e seus demônios estão á espreita para nos atacar. E eles estão, sobretudo, de olho nos casais que estão caminhando bem, para tentá-los a desentenderem-se e a, finalmente, separarem-se. Porque satanás é inimigo da família, não há dúvidas. Rezar o terço, assistir missas com mais frequência, fazer jejuns e abstinências são meios eficazes para superar as tentações pelo recebimento das graças necessárias.

Conclusão

A harmonia conjugal é possível se houver consciência de que devemos contar com Deus, através da oração diária e frequente, e que devemos buscar, a cada dia, a superação das dificuldades, normais de qualquer relacionamento humano, pelo diálogo com respeito e com amor.

Uilso Aragono. (Jun. 2018)


quinta-feira, 17 de maio de 2018

VIVENDO BEM COMO CASAL E EM FAMÍLIA


A vida a dois é um grande desafio no mundo conturbado de hoje. Cheio de desvalores e com valores questionáveis. Viver neste mundo já é muito difícil. A dois, e, depois, com os filhos, é muito mais. Com isso, é quase impossível viver bem se não contarmos com Deus. Não vivemos sozinhos, isolados, nem somos uma família isolada. Vivemos em comunidade.

RELACIONAMENTO MARIDO-MULHER

Somos diferentes, de famílias diferentes, com formação social, cultural e intelectual diversas. Temos necessidades e hábitos diferentes... Como, então, achar que sejam fáceis o início e a continuidade de uma vida como casal?

Mas a superação de tais diferenças e suas dificuldades associadas podem ser superadas por diversos meios: o diálogo como amor; o reconhecimento de que devemos ser humildes e não nos acharmos donos da verdade; arranjar tempo para os filhos que chegaram; desligar a TV, o celular, o computador praticar o olho no olho; arranjar tempo para a oração em família.

RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS

Uma primeira verdade nos é indicada pelo padre, médico, psicólogo e escritor João Mohana * (já falecido), que orienta: amem-se os pais e os filhos serão educados com amor e pelo amor! Sim, investir tempo na educação dos filhos, pois se os pais não educam, o mundo educa...

Evitar o desrespeito, a indiferença, a impaciência, o desamor... Evitar que um dos pais desautorize o outro diante dos filhos. Não dar tudo ao filho, mas justificar, sempre. Dizer não quando for necessário, mas não para o bem e o conforto dos próprios pais, e sim pelo bem dos filhos. Sim ou não, sem precipitação.

RELACIONAMENTO SOCIAL

O casal forma uma só carne, uma pequena família nuclear. As interferências no cotidiano do casal devem ser evitadas, e não aceitas, por parte da família maior: pais, sogros, tios, etc. Mas buscar ajuda junto a amigos “de verdade” na família, na Igreja ou na sociedade.

Quanto a amigos, é importante que os pais busquem cultivar amizades ligadas aos filhos: pais dos colegas de escola e professores. E buscar conhecer os amigos dos filhos, atraindo-os para casa a fim de conhecê-los.

RELACIONAMENTO SEXUAL

Para um bom relacionamento conjugal deve-se buscar uma boa compreensão sobre as diferenças entre o homem e a mulher: psicológicas, genitais, espirituais, etc. E levar em conta que não somos máquinas e, por isso, somos diferentes a cada dia.

Ao casal, é importante que arranjem tempo para “namorar” – quem sabe, uma vez por semana, talvez de forma fixa para criar o hábito: estarão um para o outro, totalmente. Isto porque o relacionamento interpessoal tem total influência sobre o comportamento sexual.

A quem deve caber a busca pelo relacionamento conjugal? Muitas vezes cabe ao homem. No entanto, é importante que o casal pratique a vivência da iniciativa de ambos: ela, também, deve ter e exercitar a iniciativa para o convite ao ato sexual na vida conjugal.

CONCLUSÃO

A vida a dois é maravilhosa! E os filhos são bênçãos de Deus para o casal. Devemos, sempre, contar com Deus, com a Sagrada Família de Nazaré, para que os nossos obstáculos sejam superados e não desistamos do caminho. Tenhamos, sempre, em mente, que o Amor constrói, e não destrói, o outro Que, sempre, lutemos para estarmos juntos, unidos a Deus e aos nossos filhos, parentes e amigos.

*MOHANA, JOÃO. A vida sexual dos solteiros e dos casados. Ed. Globo, 1972. [Há outros livros muito bons do Autor que podem ser achados por uma  busca na Internet, com facilidade.]

Uilso Aragono. (maio, 2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

LUZ DE FREIO INTELIGENTE PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES


Muitos acidentes automobilísticos, por engavetamento, ocorrem pelo fato de os motoristas ou condutores não reagirem rapidamente à luz de freio do veículo à frente. Por que isto ocorre? Este texto pretende fornecer uma resposta, por meio de uma reflexão e uma proposta: uma nova luz de freio, mais inteligente do que as comumente utilizadas, que ajude, efetivamente, a evitarem-se tais acidentes.



POR QUE A LUZ DE FREIO ATUAL NÃO É INTELIGENTE?

A luz de freio, de cor vermelha, acesa pelo veículo da frente, somente transmite uma informação: o carro está freando!... Esta informação não é suficiente para que o motorista, que vem atrás, possa frear com a rapidez e a eficácia suficientes para parar o veículo, a tempo de evitar uma batida. Falta uma informação importantíssima para que o acidente possa ter mais chances de ser evitado: o nível de desaceleração do veículo à frente!

O veículo da frente, ao ter acesa a luz de freio – que é vermelha, para chamar a atenção – comunica ao condutor, do veículo que o segue, por meio de uma luz continuamente acesa, uma informação muito pobre: o freio do veículo à frente foi acionado. Por que não fazer essa lâmpada piscar, para possibilitar a transmissão de outras informações?

UMA LUZ DE FREIO INTELIGENTE

Para introduzir “inteligência” à luz de freio dos veículos automotores, bastaria utilizar-se um dispositivo já muito comum nos sistemas industriais – e na forma bem pequena de um “chip” de circuito eletrônico como sensor de aceleração/desaceleração. Tal sistema poderia chamar-se: Sistema de Frenagem Inteligente (SFI) ou, em inglês, “Inteligent Breaking System” (IBS). E funcionaria da seguinte maneira.

Introduzir-se-ia um circuito eletrônico no comando da luz de freio, com um desacelerômetro incorporado, de tal modo a fazê-la acender de três modo diferentes: acendimento contínuo, acendimento do tipo pisca-pisca de frequência média, e acendimento do tipo pisca-pisca de frequência elevada.

ACENDIMENTO CONTÍNUO DA LUZ DE FREIO

Este primeiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com muito baixa desaceleração; e estará associado ao dirigir normal nos perímetros urbanos. O condutor de trás interpretará tal luz, continuamente acesa, como correspondente a uma desaceleração normal e freará com força apenas suficiente para reduzir a velocidade do seu veículo, de forma totalmente adequada.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA MÉDIA

Este segundo modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração média (frenagens um pouco mais fortes do que o normal), o que pode acontecer diante de pequenas distrações do condutor ou de situações de emergência em baixas velocidades. O condutor seguindo atrás interpretará, após uma aprendizagem inicial, que a luz piscante, em frequência média, estará indicando uma desaceleração média do veículo à frente e freará com mais força e rapidez do que a situação normal, anterior. Portanto, o sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS) estará atuando de forma mais inteligente do que o sistema convencional de luz vermelha acesa de forma contínua em qualquer situação de frenagem. O motorista ou condutor terá uma reação de frenagem mais adequada, pois perceberá que o veículo da frente não somente freou, mas o fez de forma mais forte, com desaceleração mais rápida. Fazendo o mesmo, o veículo de trás terá mais chances de parar a tempo, evitando a batida traseira.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA ALTA

Este terceiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração alta: frenagens em que o freio é acionado de forma rápida e muito forte, na tentativa de parar imediatamente o veículo. Esta é a situação de emergência mais séria, quando o motorista ou condutor se vê diante de uma situação totalmente inesperada e aciona os freios com toda a força da perna. O condutor que vem atrás, ao perceber a luz vermelha piscando freneticamente (com alta frequência), interpretará a mesma situação de emergência do veículo à frente, acionando com igual força e rapidez o pedal de freio de seu veículo. Isto dará a este veículo de trás muito mais chance de uma frenagem eficaz a ponto de evitar-se a batida e, talvez, um engavetamento – se todos os veículos estiverem usando o SFI e todos os condutores já estiverem adaptados ao novo sistema. As reações serão mais adequadas às situações de frenagens de emergência e, portanto, mais eficazes, trazendo mais segurança ao trânsito, seja na cidade, seja nas rodovias.

Observe-se que esta situação de emergência (com frenagem abrupta e total) é a mais perigosa no sistema de frenagem convencional (luz de freio continuamente acesa). Isto porque o motorista de trás não tem a informação do nível de desaceleração do veículo à frente, não tendo, portanto, a reação adequada à situação real de frenagem. Ao perceber a aproximação, do veículo da frente, mais rápida do que o esperado – indicando uma situação mais séria de frenagem! –, será tarde para adequar o nível de frenagem... e a batida ocorrerá.

APRENDIZAGEM DO NOVO SISTEMA

Com o novo sistema de frenagem inteligente (SFI), o motorista ou condutor aprenderá, rapidamente, a interpretar a informação contida na luz de freio: luz contínua (desaceleração normal), luz pisca-pisca de frequência média (desaceleração mais rápida) e luz pisca-pisca de frequência alta (desaceleração de emergência). Isto dará ao trânsito de veículos, tanto na cidade quanto nas rodovias, um nível muito maior de segurança contra os muito comuns engavetamentos. É claro que a distância adequada entre veículos é um requisito básico que todo condutor de veículo deve respeitar, e que deve ser tanto maior quanto maior a velocidade dos veículos.

SISTEMA DE FRENAGEM COMPLETO: ABS E IBS

Um sistema de frenagem completo, para veículos automotores, deveria incorporar, além do ABS (“Automatic Braking System” ou Sistema Automático de Frenagem, já obrigatório para todos os veículos novos, aqui no Brasil), um sistema de luz de frenagem inteligente, o IBS (“Inteligent Braking System” ou Sistema de Frenagem Inteligente), como neste artigo proposto e explicado. Lâmpadas para luz de freio incorporando acelerômetros, justamente com os objetivos acima discutidos, já existem nos EUA. E lá são comercializadas.

CONCLUSÃO

O trânsito, certamente, estará mais seguro, especialmente do ponto de vista de choques na traseira de veículos e engavetamentos, se e quando for adotado, por legislação pertinente, um sistema como o proposto neste artigo: sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS, em inglês). Tal sistema proporciona informação essencial e completa, aos condutores de trás, em uma fila de veículos, sobre o nível de desaceleração do veículo à frente. Com essa informação – se é uma frenagem normal, se é uma frenagem mais forte ou se é uma frenagem de emergência – o condutor poderá frear com mais consciência e adequação, aumentando em muito as chances de serem evitados acidentes, especialmente os famosos engavetamentos em rodovias.

Uilso Aragono. (abr. 2018)

Quem sou eu

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Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8

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