quinta-feira, 17 de maio de 2018

VIVENDO BEM COMO CASAL E EM FAMÍLIA


A vida a dois é um grande desafio no mundo conturbado de hoje. Cheio de desvalores e com valores questionáveis. Viver neste mundo já é muito difícil. A dois, e, depois, com os filhos, é muito mais. Com isso, é quase impossível viver bem se não contarmos com Deus. Não vivemos sozinhos, isolados, nem somos uma família isolada. Vivemos em comunidade.

RELACIONAMENTO MARIDO-MULHER

Somos diferentes, de famílias diferentes, com formação social, cultural e intelectual diversas. Temos necessidades e hábitos diferentes... Como, então, achar que sejam fáceis o início e a continuidade de uma vida como casal?

Mas a superação de tais diferenças e suas dificuldades associadas podem ser superadas por diversos meios: o diálogo como amor; o reconhecimento de que devemos ser humildes e não nos acharmos donos da verdade; arranjar tempo para os filhos que chegaram; desligar a TV, o celular, o computador praticar o olho no olho; arranjar tempo para a oração em família.

RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS

Uma primeira verdade nos é indicada pelo padre, médico, psicólogo e escritor João Mohana * (já falecido), que orienta: amem-se os pais e os filhos serão educados com amor e pelo amor! Sim, investir tempo na educação dos filhos, pois se os pais não educam, o mundo educa...

Evitar o desrespeito, a indiferença, a impaciência, o desamor... Evitar que um dos pais desautorize o outro diante dos filhos. Não dar tudo ao filho, mas justificar, sempre. Dizer não quando for necessário, mas não para o bem e o conforto dos próprios pais, e sim pelo bem dos filhos. Sim ou não, sem precipitação.

RELACIONAMENTO SOCIAL

O casal forma uma só carne, uma pequena família nuclear. As interferências no cotidiano do casal devem ser evitadas, e não aceitas, por parte da família maior: pais, sogros, tios, etc. Mas buscar ajuda junto a amigos “de verdade” na família, na Igreja ou na sociedade.

Quanto a amigos, é importante que os pais busquem cultivar amizades ligadas aos filhos: pais dos colegas de escola e professores. E buscar conhecer os amigos dos filhos, atraindo-os para casa a fim de conhecê-los.

RELACIONAMENTO SEXUAL

Para um bom relacionamento conjugal deve-se buscar uma boa compreensão sobre as diferenças entre o homem e a mulher: psicológicas, genitais, espirituais, etc. E levar em conta que não somos máquinas e, por isso, somos diferentes a cada dia.

Ao casal, é importante que arranjem tempo para “namorar” – quem sabe, uma vez por semana, talvez de forma fixa para criar o hábito: estarão um para o outro, totalmente. Isto porque o relacionamento interpessoal tem total influência sobre o comportamento sexual.

A quem deve caber a busca pelo relacionamento conjugal? Muitas vezes cabe ao homem. No entanto, é importante que o casal pratique a vivência da iniciativa de ambos: ela, também, deve ter e exercitar a iniciativa para o convite ao ato sexual na vida conjugal.

CONCLUSÃO

A vida a dois é maravilhosa! E os filhos são bênçãos de Deus para o casal. Devemos, sempre, contar com Deus, com a Sagrada Família de Nazaré, para que os nossos obstáculos sejam superados e não desistamos do caminho. Tenhamos, sempre, em mente, que o Amor constrói, e não destrói, o outro Que, sempre, lutemos para estarmos juntos, unidos a Deus e aos nossos filhos, parentes e amigos.

*MOHANA, JOÃO. A vida sexual dos solteiros e dos casados. Ed. Globo, 1972. [Há outros livros muito bons do Autor que podem ser achados por uma  busca na Internet, com facilidade.]

Uilso Aragono. (maio, 2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

LUZ DE FREIO INTELIGENTE PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES


Muitos acidentes automobilísticos, por engavetamento, ocorrem pelo fato de os motoristas ou condutores não reagirem rapidamente à luz de freio do veículo à frente. Por que isto ocorre? Este texto pretende fornecer uma resposta, por meio de uma reflexão e uma proposta: uma nova luz de freio, mais inteligente do que as comumente utilizadas, que ajude, efetivamente, a evitarem-se tais acidentes.



POR QUE A LUZ DE FREIO ATUAL NÃO É INTELIGENTE?

A luz de freio, de cor vermelha, acesa pelo veículo da frente, somente transmite uma informação: o carro está freando!... Esta informação não é suficiente para que o motorista, que vem atrás, possa frear com a rapidez e a eficácia suficientes para parar o veículo, a tempo de evitar uma batida. Falta uma informação importantíssima para que o acidente possa ter mais chances de ser evitado: o nível de desaceleração do veículo à frente!

O veículo da frente, ao ter acesa a luz de freio – que é vermelha, para chamar a atenção – comunica ao condutor, do veículo que o segue, por meio de uma luz continuamente acesa, uma informação muito pobre: o freio do veículo à frente foi acionado. Por que não fazer essa lâmpada piscar, para possibilitar a transmissão de outras informações?

UMA LUZ DE FREIO INTELIGENTE

Para introduzir “inteligência” à luz de freio dos veículos automotores, bastaria utilizar-se um dispositivo já muito comum nos sistemas industriais – e na forma bem pequena de um “chip” de circuito eletrônico como sensor de aceleração/desaceleração. Tal sistema poderia chamar-se: Sistema de Frenagem Inteligente (SFI) ou, em inglês, “Inteligent Breaking System” (IBS). E funcionaria da seguinte maneira.

Introduzir-se-ia um circuito eletrônico no comando da luz de freio, com um desacelerômetro incorporado, de tal modo a fazê-la acender de três modo diferentes: acendimento contínuo, acendimento do tipo pisca-pisca de frequência média, e acendimento do tipo pisca-pisca de frequência elevada.

ACENDIMENTO CONTÍNUO DA LUZ DE FREIO

Este primeiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com muito baixa desaceleração; e estará associado ao dirigir normal nos perímetros urbanos. O condutor de trás interpretará tal luz, continuamente acesa, como correspondente a uma desaceleração normal e freará com força apenas suficiente para reduzir a velocidade do seu veículo, de forma totalmente adequada.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA MÉDIA

Este segundo modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração média (frenagens um pouco mais fortes do que o normal), o que pode acontecer diante de pequenas distrações do condutor ou de situações de emergência em baixas velocidades. O condutor seguindo atrás interpretará, após uma aprendizagem inicial, que a luz piscante, em frequência média, estará indicando uma desaceleração média do veículo à frente e freará com mais força e rapidez do que a situação normal, anterior. Portanto, o sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS) estará atuando de forma mais inteligente do que o sistema convencional de luz vermelha acesa de forma contínua em qualquer situação de frenagem. O motorista ou condutor terá uma reação de frenagem mais adequada, pois perceberá que o veículo da frente não somente freou, mas o fez de forma mais forte, com desaceleração mais rápida. Fazendo o mesmo, o veículo de trás terá mais chances de parar a tempo, evitando a batida traseira.

ACENDIMENTO PISCA-PISCA DE FREQUÊNCIA ALTA

Este terceiro modo de acendimento será produzido, pelo sistema SFI, a partir de frenagens com desaceleração alta: frenagens em que o freio é acionado de forma rápida e muito forte, na tentativa de parar imediatamente o veículo. Esta é a situação de emergência mais séria, quando o motorista ou condutor se vê diante de uma situação totalmente inesperada e aciona os freios com toda a força da perna. O condutor que vem atrás, ao perceber a luz vermelha piscando freneticamente (com alta frequência), interpretará a mesma situação de emergência do veículo à frente, acionando com igual força e rapidez o pedal de freio de seu veículo. Isto dará a este veículo de trás muito mais chance de uma frenagem eficaz a ponto de evitar-se a batida e, talvez, um engavetamento – se todos os veículos estiverem usando o SFI e todos os condutores já estiverem adaptados ao novo sistema. As reações serão mais adequadas às situações de frenagens de emergência e, portanto, mais eficazes, trazendo mais segurança ao trânsito, seja na cidade, seja nas rodovias.

Observe-se que esta situação de emergência (com frenagem abrupta e total) é a mais perigosa no sistema de frenagem convencional (luz de freio continuamente acesa). Isto porque o motorista de trás não tem a informação do nível de desaceleração do veículo à frente, não tendo, portanto, a reação adequada à situação real de frenagem. Ao perceber a aproximação, do veículo da frente, mais rápida do que o esperado – indicando uma situação mais séria de frenagem! –, será tarde para adequar o nível de frenagem... e a batida ocorrerá.

APRENDIZAGEM DO NOVO SISTEMA

Com o novo sistema de frenagem inteligente (SFI), o motorista ou condutor aprenderá, rapidamente, a interpretar a informação contida na luz de freio: luz contínua (desaceleração normal), luz pisca-pisca de frequência média (desaceleração mais rápida) e luz pisca-pisca de frequência alta (desaceleração de emergência). Isto dará ao trânsito de veículos, tanto na cidade quanto nas rodovias, um nível muito maior de segurança contra os muito comuns engavetamentos. É claro que a distância adequada entre veículos é um requisito básico que todo condutor de veículo deve respeitar, e que deve ser tanto maior quanto maior a velocidade dos veículos.

SISTEMA DE FRENAGEM COMPLETO: ABS E IBS

Um sistema de frenagem completo, para veículos automotores, deveria incorporar, além do ABS (“Automatic Braking System” ou Sistema Automático de Frenagem, já obrigatório para todos os veículos novos, aqui no Brasil), um sistema de luz de frenagem inteligente, o IBS (“Inteligent Braking System” ou Sistema de Frenagem Inteligente), como neste artigo proposto e explicado. Lâmpadas para luz de freio incorporando acelerômetros, justamente com os objetivos acima discutidos, já existem nos EUA. E lá são comercializadas.

CONCLUSÃO

O trânsito, certamente, estará mais seguro, especialmente do ponto de vista de choques na traseira de veículos e engavetamentos, se e quando for adotado, por legislação pertinente, um sistema como o proposto neste artigo: sistema de frenagem inteligente (SFI ou IBS, em inglês). Tal sistema proporciona informação essencial e completa, aos condutores de trás, em uma fila de veículos, sobre o nível de desaceleração do veículo à frente. Com essa informação – se é uma frenagem normal, se é uma frenagem mais forte ou se é uma frenagem de emergência – o condutor poderá frear com mais consciência e adequação, aumentando em muito as chances de serem evitados acidentes, especialmente os famosos engavetamentos em rodovias.

Uilso Aragono. (abr. 2018)

sábado, 31 de março de 2018

SOBRE O AGRADECIMENTO


O agradecimento é um gesto que deve ser feito por quem é beneficiado por outrem. Mas deve ser ele público ou privado? A Deus, certamente, nossos agradecimentos devem ser públicos, por uma questão de testemunho aos irmãos. A autoridades e a instituições públicas podem ser públicos, enquanto que para amigos, irmãos, parentes, conhecidos... devem ser privados.

AGRADECIMENTO COMO OBRIGAÇÃO MORAL

Quem agradece, ao seu benfeitor, é porque foi beneficiado por uma ajuda qualquer. A situação de um benefício financeiro é tal que o beneficiado pode ser classificado como um “necessitado”, enquanto o benfeitor, como um “poderoso” (pois ele pode emprestar ou doar ao necessitado).

Nessa situação, o necessitado, moralmente, está obrigado a agradecer ao seu benfeitor, mas de forma privada. Pois se for cobrado a agradecer em público, estará sendo submetido a uma situação de “humilhação”. E o benfeitor, depois de ter feito um bem, causa um mal moral àquele que recebeu sua benfeitoria inicial...

Moralmente, quem beneficia a seu amigo, a seu colega, etc., deve fazê-lo sem intenção de receber nada em troca. Nem mesmo o agradecimento do beneficiado (necessitado) deveria ser cogitado! E se o recebe, privadamente, normalmente diz “por nada”, para enfatizar que o que fez foi sem segundas intenções.

AGRADECIMENTO PRIVADO

Normalmente, agradece-se a qualquer pessoa por qualquer coisa que esta tenha feito pelo beneficiado, mesmo que nas relações comerciais, isto é, com pagamento! Agradece-se a caixas de bancos ou de lojas, a garçons, a clientes, a padres, etc.... e esses agradecimentos são, todos, privados, e não, públicos! Se alguém ouve, é porque está suficientemente próximo do evento, embora a intenção seja que, apenas, a pessoa benfeitora o ouça!

Mesmo que haja uma obrigação moral ou profissional de se prestar esse ou aquele serviço, de se agir de acordo com alguma regra social ou legal – como em relação a garçons, a motoristas diante de faixas de pedestres, a jovens cedendo lugar a idosos –, o agradecimento, privado, é recomendado, segundo pensa o próprio Papa Francisco.

AGRADECIMENTO PÚBLICO

Os agradecimentos públicos estão, normalmente, relacionados a situações político-sociais ou religiosas, em geral, de caráter financeiro, onde tais agradecimentos são esperados pela natureza mesma dessas relações: há necessidade de que se divulguem tais benefícios, pois são situações disponíveis a todos aqueles que estejam em situações de necessidade semelhantes. Os benfeitores, são, nesses casos, em geral, entes jurídicos. Como exemplos, podem ser citados professores-pesquisadores que recebem auxílio financeiro de instituições promotoras do desenvolvimento das pesquisas sociais, beneficiados por ajudas financeiras de instituições de amparo social, beneficiados por mutirões de caráter de solidariedade, em situações de calamidades sociais. 

Nas igrejas, em geral, que fornecem cestas básicas a famílias de necessitados, estes beneficiados somente agradecem privativamente: não há, pelo que se sabe, agradecimentos públicos! Já o padre ou o pastor agradece, publicamente, aos membros da igreja pelas contribuições, de qualquer espécie, que tenham sido feitas como resposta a seus clamores...

CONCLUSÕES

O agradecimento é um gesto que denota um espírito elevado e deve ser realizado por toda pessoa que tenha sido beneficiada por um benfeitor. E, em geral, é um ato privado, não público, destinado, exclusivamente, ao benfeitor. Os agradecimentos públicos são, em sua maioria, realizados a entidades jurídicas que prestam serviços político-sociais, de caráter financeiro ou não. Até mesmo porque esses últimos não podem ser feitos a uma pessoa, pois o benfeitor é uma instituição jurídica!

Que benfeitores e beneficiados saibam agir de acordo com as justas expectativas morais e sociais que orientam o comportamento dos cidadãos, para o bem de todos!

Uilso Aragono (mar. 2018)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O QUE SÃO AS INDULGÊNCIAS NA IGREJA CATÓLICA


Como estamos no tempo da Quaresma, uma reflexão sobre as indulgências é oportuna, visto que se relaciona aos exercícios espirituais propostos pela Igreja neste tempo litúrgico. E a pergunta é: o que são as indulgências? O texto pretende explicar de forma bem simples, e com alguns exemplos, o que são essas tão importantes graças concedidas, por Deus, através de Sua Igreja Católica.

DEFINIÇÃO FORMAL

Conforme o Catecismo da Igreja Católica (no § 1471), tem-se a seguinte definição de Indulgência.

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplica-las aos defuntos.”

Algumas dúvidas aparecem, naturalmente, ao fiel católico, relacionadas às expressões em negrito, por este Autor colocadas.

AFINAL, O QUE SÃO INDULGÊNCIAS?

As indulgências podem ser entendidas como sendo um cancelamento das penas temporais, isto é, das punições ou das penitências impostas pelo confessor (o padre), devidas pelo penitente arrependido e já perdoado quanto às suas culpas. Importa entender que, se a pessoa, uma vez tendo confessado de forma perfeita, buscar realizar, adequadamente, as penitências impostas pelo confessor, ela terá atingido a santidade de vida desejada quando decidiu confessar-se. Essas penitências são penas, sacrifícios, que se fazem nesta vida, daí o termo “pena temporal”, porque existem as penas fora do tempo, isto é, aquelas que são experimentadas no Purgatório, depois da morte.

Mas há um problema! Se a pessoa vivenciou as penitências impostas pelo confessor, ela terá cancelado, totalmente, suas penas temporais? Para o bom entendimento desta questão, há a necessidade de se entender, antes, que os pecados têm consequências no mundo, para além da própria vida do pecador. Essas consequências, ou estragos, afetam a harmonia, desejada por Deus, para as relações humanas e com as demais criaturas. As penas temporais visam, justamente, a restaurar a situação original, antes do pecado.

PENA TEMPORAL

Um exemplo clássico ilustra o conceito de pena temporal. Se um jovem, ao jogar bola, quebrar o vidro da casa de D. Joana, não bastará a ele pedir desculpas pelo incidente! D. Joana, tendo bom coração, certamente o perdoará, o desculpará. E o jovem estará livre da culpa do seu erro. No entanto, o vidro continuará quebrado! Esta é a consequência do erro (pecado) que precisará ser corrigida pela colocação de um novo vidro, com os seus custos sendo arcados pelo jovem (pena temporal).

PARA QUE AS INDULGÊNCIAS?

As indulgências apareceram, ao longo da vida da Igreja, por uma necessidade de oferecer, ao fiel católico, uma ajuda diante das fortes penitências (penas temporais) impostas pelos confessores, como era comum no passado de nossa Igreja. A pecados fortes, penitências fortes. Estas podiam ser longas peregrinações, longos jejuns e abstinências, e outras mais criativamente elaboradas pelos confessores. Tendo em vista os méritos de Cristo e dos santos – que já sofreram muito pela salvação e remissão dos pecados e das suas consequências! –, a Igreja decidiu aplicar tal “Tesouro” para a compensação ou o cancelamento, total ou parcial, dessas penas temporais devidas pelos fiéis arrependidos.

Com relação à questão acima levantada – terá o penitente, uma vez cumpridas todas as penitências lhe impostas pelo confessor, atingido a remissão de todas as suas penas temporais? – há que se notar o seguinte. O confessor, por ser humano, pode não ter toda a iluminação espiritual para decidir quais as penitências necessárias para tais pecados confessados. Somente Deus sabe, exatamente, quais as penitências seriam necessárias!  Sendo assim, o penitente, mesmo tendo cumprido, com retidão, as penitências indicadas pelo confessor, pode não ter atingido a total remissão de suas penas temporais, somente por Deus conhecidas. – Aqui entram as indulgências! A Igreja, por meio dos méritos de Cristo e dos santos, vem em socorro dos fiéis para garantir-lhes a total remissão das penas temporais, através das indulgências plenárias colocadas à sua disposição.

PURGATÓRIO OU CÉU

No caso de as indulgências serem parciais, os fiéis ainda terão a dever algumas penas temporais... E nesta situação, se uma pessoa vier a falecer, sua alma irá para o Purgatório, pois não estará totalmente purificado para encontrar-se na Bem-aventurança do Céu. Já no caso de ter recebido indulgências plenárias, a pessoa, em caso de morte logo a seguir, iria, diretamente, para o Céu!

É, portanto, muito desejável que todos os fiéis católicos desejem e procurem receber, para si ou para as almas do Purgatório, as indulgências. Estas são oferecidas pela Igreja em situações especiais. Um exemplo atual é a Promulgação, pelo Papa Francisco, por ocasião do Jubileu de 60 anos de criação da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, de recebimento de indulgências plenárias para aqueles fiéis que visitarem a Catedral de Vitória e cumprirem o previsto nas regras das indulgências: confessar-se, o mais próximo possível da visita; receber a Santíssima Eucaristia, normalmente, na Missa, e rezar nas intenções do Papa.

CONCLUSÕES

As indulgências, são, portanto, sinal de carinho, afeto e compreensão por parte da Mãe Igreja, cuja cabeça é o próprio Cristo, diante das fragilidades humanas, materiais e espirituais, de seus filhos e filhas. Desta forma, libertam-se almas do Purgatório e muitas pessoas são santificadas pelo recebimento de indulgências que são uma bela expressão do poder dos méritos de Cristo e dos santos para o benefício dos fiéis cristãos.

Uilso Aragono.   (fev. 2018)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A IGREJA CATÓLICA E SEUS INIMIGOS


A Igreja Católica, desde que o Imperador Constantino a declarou livre de perseguições, em 313 DC, passou a ter os seus piores inimigos em seu próprio seio.

Hoje, milhares de cristãos ainda têm sido perseguidos e maltratados, e até mortos — como verdadeiros mártires — em países mulçumanos e de ditaduras ateístas à esquerda e à direita. É a perseguição externa.

Mas a mais ameaçadora perseguição é feita, de forma insidiosa, por pessoas que se dizem cristãs, católicas, mas que, na realidade querem duas coisas:

      Ou aproveitar o espaço “político” que a própria Igreja lhes oferece (CEBs) para fazer sua política e fazer avançar suas ideologias e conquistar militantes,

      Ou infiltrar-se na Igreja, como verdadeiros lobos vestidos de cordeiro, para, de dentro, tentar como que implodi-la, destruí-la.


O que o vídeo mostra é isso: uma realidade eclesial histórica! Até hoje a Igreja luta contra o Inimigo e suas insídias. É a ortodoxia cristã contra as várias heresias gestadas, até hoje, no próprio seio da Igreja.

E padres e bispos com tendências, claramente, comunistas (mesmo bem intencionados) existem muitos na Igreja. Os verdadeiros cristãos precisamos estar atentos!

Que Deus continue a proteger Sua Igreja, como tem feito há 2000 anos.


Amém!

Uilso Aragono. (Jan. de 2018.)

sábado, 30 de dezembro de 2017

O VALOR DE UMA LÍNGUA INTERNACIONAL

O texto abaixo é do Iniciador da língua Internacional, o Esperanto, o médico e linguista polonês, Luiz Zamenhof. O título original é: “O Valor da linguagem humana”.  Mas como sua ideia é defender e mostrar o valor e a oportunidade de se ter uma língua internacional, o título foi assim modificado. Publico tal texto em atenção ao assim chamado Dia de Ação pelo Esperanto (“Ago Tago”), comemorado no dia 15 de dezembro, a cada ano.

Alguma vez os senhores já pensaram sobre o que propriamente foi que elevou tão alto a humanidade, acima do nível de todos os animais, que na realidade, são constituídos segundo o mesmo tipo dos homens?

Devemos toda nossa cultura e nossa civilização unicamente a uma coisa: à posse da linguagem, que nos permite permutar pensamentos. Que seria de nós, altivos reis do mundo, se não pudéssemos, pela linguagem, comunicar-nos uns com os outros? Se cada um de nós tivesse que começar de novo a elaborar, com experiências próprias, todo o seu saber e inteligência, em lugar de fazer uso – graças ao intercâmbio de pensamentos – dos já prontos frutos da experiência e dos diversos conhecimentos adquiridos durante milênios por milhões e bilhões de criaturas semelhantes a nós? Não estaríamos um único degrauzinho acima dos diversos animais que nos cercam e que se mostram tão estultos e incapazes!...

Mas se a possibilidade mesmo incompleta e limitada de intercâmbio dos pensamentos teve para a humanidade uma significação tão grande, imaginai que vantagem imensa, incomparável seria para toda a humanidade uma língua que desse toda a plenitude ao intercâmbio dos pensamentos, e graças à qual não somente A tivesse a possibilidade de comunicar-se com B, C com D, E com F, senão, também, pudesse cada um deles comunicar-se com todos os outros!

Nem mesmo uma centena de grandes invenções e descobertas importantes fará na vida da humanidade uma revolução tão grande e tão benéfica como a adoção de uma língua internacional!


(Ludovico Luiz Zamenhof: extraído do Curso de Esperanto – Pela Bíblia, de Ismael Gomes Braga, publicado pela Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio de Janeiro, 1963)

Uilso Aragono (Dez de 2017)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ORIENTAÇÕES PARA UMA BOA REDAÇÃO

Aproveitando o momento do ano em que o ENEM acontece, apresento, neste blogue, algumas orientações sobre a elaboração de uma boa redação. Orientações essas que podem (e devem) ser aplicadas a qualquer tipo de texto e, inclusive, para palestras, sermões e similares.

O que é uma boa redação?

            É uma expressão escrita que transmita ao leitor informações, ideias, opiniões e que lhe provoque algum tipo de reação – concordância, discordância, alegria ou tristeza, indignação ou animação... Uma boa redação não deixará o leitor neutro após a sua leitura.

Delimitação do Tema

            Após a escolha do tema, há necessidade de se DELIMITAR o assunto, buscando-se adequar a amplitude temática aos objetivos do autor e ao tipo do leitor a que se destina o texto. Exemplo: pode-se falar de Religião (ou do fenômeno religioso) no mundo, no Brasil, na história do homem, na atualidade ou no passado, no presente ou no futuro, etc.

Ter claro o objetivo

            O objetivo a que se propõe o autor, isto é, a tese a ser defendida diante do leitor, deverá estar bem clara, sem margem a dúvidas. O autor deverá já ter refletido suficientemente o assunto, ou dominá-lo bem, de tal forma a poder desenvolver a argumentação de forma clara e objetiva.

Escrever com clareza e objetividade

            Um assunto, ou uma ideia, pode ser exposto de diversas formas: com objetividade ou confusão, com clareza ou obscuridade, com simplicidade ou complexidade. A clareza e a objetividade do texto dependem da clareza mental do autor quanto à classificação dos argumentos em essenciais (fundamentais), complementares (ou secundários) e ilustrativos (ou terciários). Com pouco espaço, somente os argumentos essenciais serão expostos.

Sobre o bom esquema da redação

            Um bom esquema de redação envolve pelo menos: introdução, desenvolvimento dos argumentos e conclusão.

Sobre a introdução

            A introdução é a parte inicial da redação em que o autor expõe o assunto e tenta atrair o interesse do leitor sobre ele. Deve-se começar o texto com uma boa frase de impacto. É esta frase inicial que provocará a curiosidade do leitor, despertando nele a vontade de ler o texto. Sem uma sentença inicial impactante, o leitor poderá perder o interesse em continuar a leitura do texto, por não ter tido uma boa motivação.

Sobre o desenvolvimento

            A parte de desenvolvimento é a alma do texto e deverá conter todos os argumentos necessários à defesa da tese do autor ou ao convencimento do leitor sobre as ideia lá defendidas. As ideias deverão ser apresentadas com coerência, escolhendo-se, com cuidado, a ordem do seu aparecimento. Argumentações opostas às do autor, e mais conhecidas pelo leitor, devem ser apresentadas e comentadas, buscando-se identificar seus pontos falhos em comparação com aquelas defendidas pelo autor.

Sobre as partes do desenvolvimento

            É interessante par ao autor, ao esquematizar o texto, tentar prever os itens relativos ao desenvolvimento da argumentação. Estes serão, então, colocados na ordem mais lógica e cronológica possível. O desenvolvimento (a escrita) da redação somente deverá ter início após o término desta fase de definição esquemática do desenvolvimento, quando, então estará bem clara, para o autor, toda a força da argumentação.

Sobre a conclusão

            Tão importante como a frase impactante e motivadora do início da introdução é a conclusão, em que devem ser resgatadas todas as argumentações do autor, expostas ao longo do desenvolvimento do texto. Deve-se iniciar a conclusão de uma forma tal que o leitor não tenha dúvidas de que se esteja concluindo o texto: “em conclusão”, “finalmente”, “portanto”, “concluindo”, etc. Importante lembra que o leitor eficiente lerá a introdução e a conclusão de um texto mais longo, buscando identificar a validade do esforço da leitura completa. Se o assunto interessar, ele poderá ir direto à conclusão para verificar os principais argumentos do autor e decidir, então, se vale a pena ler todo o texto, ou não.

Os principais pontos do esquema de uma redação

            O esquema de uma boa redação deverá conter, portanto, e do ponto de vista do autor:
               Delimitação do tema (para o próprio autor);
               Objetivo (para o próprio autor);
               Introdução ou Frase de impacto;
Itens do desenvolvimento, com os diversos subtítulos a serem percorridos na argumentação;
               Conclusão.

Sobre o texto, propriamente dito

            O texto deverá evitar o uso do pronome pessoal de primeira pessoa, embora, em algumas ocasiões, isto possa acontecer, como: “Estive conversando, recentemente, com fulano de tal...”. Não se utiliza a segunda pessoa do singular (você ou tu) para apresentar ideias ou comportamentos: “Você não pode achar que a pena de morte seja inquestionável...”. É preferível escrever: “Não se pode achar que a pena de morte seja algo inquestionável...”. É a chamada escrita impessoal.

            Frases longas devem ser evitadas, preferindo-se períodos mais breves. Ideias complementares podem ser colocadas em períodos subsequentes, para não atrapalhar a fluidez e a clareza da ideia do período anterior. Por exemplo: “A censura, muito utilizada em décadas passadas, e que era definida de cima para baixo, de forma pouco democrática, não está mais sendo vista com bons olhos no Brasil de hoje”, pode ser escrita de forma mais elegante: “A censura, muito utilizada em décadas passadas, não está mais sendo vista com bons olhos no Brasil de hoje. Era definida de cima para baixo e de forma pouco democrática”.

            O uso do “que” pode ser evitado em muitas situações. Por exemplo: “O professor X, que era o diretor da Escola, foi o principal conferencista do Encontro”, pode ser mais bem escrito como: “O professor X, diretor da Escola, foi o principal conferencista do Encontro” – uma forma mais simples e elegante de se escrever a mesma ideia!

Conclusão

            Para uma boa e efetiva redação, de qualquer tipo de texto, devem-se seguir as orientações acima. O esquema da redação, conforme explicado, ajuda muito ao esforço prévio de esclarecimento do próprio autor diante do assunto a ser abordado. E tal clareza mental, uma vez esquematizada, terá como natural consequência, um texto mais claro, objetivo e convincente.


Uilso Aragono (Texto revisado de original escrito em dez/1998) – Nov. 2017.

Quem sou eu

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Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8

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