quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CAUSAS IMEDIATAS E CAUSAS REMOTAS DE ACIDENTES

O recente acidente de trânsito ocorrido na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, em que um caminhão, com a basculante levantada, derrubou uma passarela elevada matando quatro pessoas e deixando várias feridas, remete-nos, mais uma vez, a refletir sobre os acidentes de trânsito e suas causas.

As causas de acidentes de trânsito são, normalmente, reportadas como sendo alta velocidade, imprudência, embriaguês, uso do corredor entre os carros, ultrapassagem de sinal vermelho, etc. Estas causas, no entanto, são as chamadas “causas imediatas”, isto é, aquelas que saltam aos olhos na análise do acidente. São causas, sim, mas não são as causas mais importantes, são apenas aquelas que de forma mais evidente podem ser identificadas.

Um acidente que tenha provocado a morte de um pedestre, na faixa de segurança, atropelado por um carro dirigido por um motorista que se mostre claramente alcoolizado para o agente de trânsito e outras testemunhas, terá como causa certa a embriaguês do motorista. No entanto, não podemos parar neste ponto. Há que se procurar as chamadas “causas remotas”. Há que se perguntar: o que está por trás do cidadão que se permitiu dirigir alcoolizado? Há que se buscar as razões mais profundas, as causas mais originais, que viabilizaram o dirigir embriagado e o atropelamento.

O acidente da Linha Amarela já está sendo reportado como tendo sido causado por embriaguês do motorista e por este ter usado o celular enquanto dirigia, além de estar trafegando numa via proibida para caminhões. Mas, por mais que sejam identificadas as causas imediatas – essas três citadas –, o mais importante, para o bem da sociedade e para a busca de verdadeiras e definitivas soluções para esses acidentes, é a identificação da causas remotas, isto é, aquelas que levaram o motorista a agir da maneira que agiu; a dirigir de forma tão irresponsável e perigosa.

Uma análise da sociedade brasileira – e, em geral, das sociedades ditas civilizadas, em todo o mundo – nos leva a perceber, se olharmos de forma crítica e procurando enxergar para além das aparências, que somos uma sociedade marcada pela cultura do hedonismo, isto é, da busca do prazer, e pela cultura da libertinagem. Esses dois aspectos culturais parecem mover nossa sociedade. E levam consigo todas as suas funestas consequências. Vejamos cada um desses aspectos culturais e suas consequências.

O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma antiga filosofia de vida que prega  o prazer como o supremo bem da vida humana. Parece que esta filosofia foi resgatada pelas sociedades modernas e assumida como o melhor guia do bem viver. “O importante é ser feliz”; “o importante é ter prazer em fazer as coisas”; “o importante é trabalhar com prazer”; “faça sexo com quem quiser, desde que seja sexo seguro”. Tudo é permitido em nome do prazer e da suposta felicidade dele decorrente. Não estaria aqui uma causa remota, original, que estaria por trás da causa imediata da embriaguês? Por que o motorista se permitiu embriagar? Porque o prazer dado pelo álcool é incentivado em nossa sociedade! “Beba o quanto quiser, desde que pague, que não seja roubado!”

Quanto à libertinagem, esta é uma cultura incentivada pelo nossa sociedade a partir do exagero e da supervalorização da liberdade individual. A libertinagem é, exatamente, o uso exagerado, descontrolado e sem limites da verdadeira liberdade: O cidadão, contagiado por tão ampla e propagada cultura da libertinagem, agirá pensando ser livre; pensando estar vivendo em liberdade: para ele, todas as regras e leis são restrições inaceitáveis para o exercício de sua liberdade, confundida com libertinagem. Não estaria aqui identificada uma causa remota do acidente da Linha Amarela? Por que o motorista, além de embriagado, decidiu desrespeitar uma clara proibição de tráfego de caminhões na via citada? Porque, para ele, vem em primeiro lugar a sua “liberdade” – isto é, libertinagem –, o direito de fazer o que bem entender, de decidir o que é melhor para ele. A regra, a proibição só foi feita para atrapalhar, portanto, deve ser sumariamente desrespeitada.

CONCLUSÃO

Enquanto nossa sociedade não aprender a identificar, com honestidade, as verdadeira causas remotas, e combatê-las com seriedade e rigor, de nada ou de pouco valerão as tentativas jurídicas de criminalizar os acidentes de trânsito. Enquanto nossas leis forem mal feitas, porque marcadas e embasadas pelas duas culturas de morte, acima – do hedonismo e da libertinagem –, teremos muito poucos avanças em  direção a um trânsito mais humano e com menos mortes desnecessárias. Enquanto nossa sociedade não aprender que a EDUCAÇÃO de base é o maior e melhor investimento que um Estado possa fazer em sua população, continuaremos a ter cidadãos facilmente contagiados por falsas culturas de morte, e facilmente levados a uma vida de insegurança, de acidentes, de sofrimentos e de vidas ceifadas muito antes do digno e bonito envelhecer.

Uilso Aragono (janeiro de 2014)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

SER FELIZ OU FAZER FELIZ?

Neste último dia do ano é sempre bom pensarmos no quanto fomos felizes ou infelizes durante este ano que passou. É sempre bom fazer um balanço do que realizamos de bom ou não, do quanto fomos bem sucedidos nos negócios e nos relacionamentos, ou não...  

E como dizem que o importante na vida é “ser feliz”, gostaria de refletir sobre essa afirmativa, e contestá-la! No meu ponto de vista, ao contrário do que se afirma como certo, parece-me que esta crença acaba produzindo resultados ruins: focar na busca da própria felicidade acaba levando as pessoas – dependendo, claro, da formação moral e ética do indivíduo – a passar, até, por cima das outras...

Se o importante é ser feliz, como fica a felicidade dos outros ao meu redor? Se o importante e o objetivo da vida é ser feliz, que importa se os outros estão felizes? Cada um que busque a sua felicidade!... E quem pode mais... chora menos. Esses são os pensamentos que, conscientes ou inconscientes, acabam guiando as pessoas a cada ano que passa, a cada dia que se sucede. É, também, como se diz: a luta pela vida. E a busca da felicidade por parte de uma pessoa, quase que inevitavelmente, pode tornar-se empecilho para a felicidade de outra: está aqui a origem de todos os conflitos de interesses, relacionamentos e ações.

A melhor filosofia de vida seria, portanto, não buscar a própria felicidade, mas, isto sim, buscar a felicidade do outro. Não “ser feliz”, mas “fazer feliz”! Não ter como foco a busca – às vezes, a todo custo! – da própria felicidade, mas, antes, ao contrário, ter como foco a felicidade do outro. E isto trará, consigo, inevitavelmente, a própria felicidade. Pois é próprio da natureza humana sentir-se feliz com a felicidade alheia, especialmente daqueles mais próximos. Qual é a mãe, ou o pai, que não se sente feliz ao, até mesmo, sacrificar-se para fazer feliz um filho? Qual é o irmão verdadeiro que não “quer bem ao seu irmão”? Qual é o amigo sincero que não fica feliz pelo sucesso e pela felicidade do seu amigo?

Esta é a verdadeira, a produtiva, a eficaz e a mais cristã filosofia de vida a ser vivenciada! Como ensina Jesus e tantos outros pensadores da humanidade: viva fazendo ao outro o que você gostaria que lhe fizessem! Esta máxima confirma que o importante é Fazer Feliz!

Como bons exemplos podemos citar, a seguir, muitas situações de vida, profissional ou pessoal, em que se busca a felicidade do outro e, por consequência, a própria felicidade é encontrada.

O professor que, antes de preocupar-se em ser um bom, feliz e bem pago professor, trabalha e busca a felicidade, a realização e a aprendizagem dos alunos.
A senhora que, mesmo não tendo filhos, dedica-se a cuidar de filhos abandonados e carentes, buscando a felicidade e a realização destes.
O governante, a autoridade ou o político que sacrifica os próprios interesses para cuidar do bem comum, isto é, da felicidade dos outros.
O padre ou o religioso que, embora tenha feito um voto de pobreza, castidade e obediência, dedica sua vida à promoção e à felicidade da vida dos outros.
A mãe humilde, do interior deste País, que aprendeu a gostar de comer pé de galinha, no almoço, para deixar as melhores partes para os filhos.

Finalmente, como uma ode à verdadeira felicidade, podemos cantar juntos:

A busca da própria felicidade leva ao egoísmo.
   A busca da felicidade do outro leva ao altruísmo.
A busca da própria felicidade leva à destruição do outro que a possa atrapalhar.
   A busca da felicidade do outro leva à construção da vida e da felicidade desse outro.
A busca da própria felicidade leva ao conflito de interesses.
   A busca da felicidade do outro leva à harmonia de corações.
A busca da própria felicidade leva quase ao pecado.
   A busca da felicidade do outro leva à santidade.

O “ser feliz” ou a luta individual de busca da felicidade, como se esta busca fosse “o objetivo” da vida, pode, então, ser uma verdadeira pedra de tropeço na vida daqueles que a aceitarem como filosofia de vida. E o “fazer feliz” ou a busca da felicidade do outro, ao contrário, é a fonte de toda verdadeira felicidade e, por consequência, de toda harmonia entre as pessoas.

Uilso Aragono (dez. de 2013)

domingo, 3 de novembro de 2013

DIA DE TODOS E SANTOS E DIA DE FINADOS

Este artigo visa a esclarecer aos católicos, e a quem se interessar, os significados associados ao dia de Finados (feriado nacional, 2 de novembro) e ao dia de Todos os Santos (1º de novembro, celebrado no domingo seguinte). São reflexões de um leigo que está sempre buscando esclarecer-se sobre a doutrina de sua Igreja e buscando partilhar esse conhecimento, tão útil à vida social e à vida espiritual de todos nós.

INTRODUÇÃO

Para bom entendimento dos significados propostos é necessário, inicialmente, que recordemos o que a Igreja Cristã Católica entende pelo termo “Igreja”. Este termo deve ser entendido como a “assembleia dos santos”, ou o conjunto de todos os que buscam santificar-se em Cristo. A Igreja Católica, portanto, vê-se, a si própria, como uma igreja de três dimensões: a Igreja militante, a Igreja padecente, e a Igreja triunfante. A Igreja militante é o conjunto dos cristãos que ainda vivem na Terra e lutam ( ou militam) por sua santificação; a Igreja padecente é o conjunto de todos os já falecidos mas que não conseguiram santificar-se plenamente, morrendo com algumas “manchas” de pecado na alma, necessitando, portanto, purificar-se no Purgatório; a Igreja triunfante é o conjunto de todos os santos que morreram em estado de graça e conseguiram partir sem quaisquer “manchas” de pecado na alma, tendo direito a irem “direto” para o Céu, para participar da visão beatífica de Deus. Vemos, então, que a Igreja de Cristo é uma entidade não apenas terrena, mas, em conformidade com a doutrina que coloca Cristo como sua “cabeça”, também, uma entidade espiritual ou celestial, na medida em que tem seus membros congregados nessas três dimensões citadas. Fala-se, por consequência, que a Igreja é, também, a “comunhão dos santos”, santos entendidos como todos aqueles que buscam a santificação e que um dia, pela graça de Deus, certamente a alcançarão, ou ao fim desta vida terrena (todos os santos), ou ao fim do tempo espiritual correspondente ao Purgatório.
A partir do bom entendimento do conceito de Igreja, como visto acima, os significados dos dias citados já podem ser esclarecidos. Pode-se, então, estabelecer a diferença fundamental entre o dia de Finados e o dia de Todos os Santos.

DIA DE TODOS OS SANTOS

O dia de Todos os Santos é o dia estabelecido pela Igreja Católica para que todos nós, cristãos, recordemos a vida e as realizações de todos aqueles nossos entes queridos, amigos, e conhecidos, que, embora, como todos nós, tenham pecado, conseguiram, no entanto, morrer em estado de graça e tendo alcançado sua plena purificação ainda aqui, nesta Terra, com a graça de Deus e por meio de dores e sofrimentos vividos em união com Cristo e a Igreja. Mas não se trata aqui dos santos de altar, isto é, dos santos oficiais da Igreja, pois esses já têm seu dia marcado no calendário de festas e celebrações litúrgicas da Igreja. Trata-se, portanto, de todos os demais cristãos que, embora tenham alcançado uma vida santa já aqui na Terra, não são oficialmente reconhecidos como “santos”, mas que, de fato, aos olhos de Deus viveram vidas santas. São todas aquelas pessoas em relação às quais temos a impressão de que, de fato, por tudo o que viveram e sofreram, foram exemplo de cristãos, isto é, foram verdadeiros santos entre nós.

DIA DE FINADOS

Dia de Finados, ou dia dos mortos, ou dia dos defuntos, é o dia estabelecido pela Igreja Católica para que todos os cristãos se lembrem de seus falecidos que possam estar no Purgatório. É o dia das almas dos que estão no Purgatório. É o dia em que, em especial, nos recordamos de nossos entes queridos que faleceram, sem que tenhamos a certeza de que tenham alcançado a bem-aventurança (a santidade). É uma dia de lembrança, de homenagem, de emoções, de oração, e de oferecimento de missas e de sacrifícios pelas almas desses nossos entes queridos, para que sejam ajudados a superar “o tempo espiritual” (chamado “evo”, na teologia) correspondente ao seu sofrimento purificador e santificador, necessário a compensar as penas temporais não cumpridas no tempo de sua vida terrena. Essas “penas temporais” são aquelas devidas a pecados cometidos, perdoados, mas que não foram “compensados” por penas durante a vida terrena; penas essas associadas, normalmente, a jejuns, abstinências, esmolas, visitas a doentes, obras de caridade, participação em missas, e a dores e sofrimentos normais da vida, oferecidos a Deus por si e por outros. O tempo espiritual no Purgatório é um tempo de sofrimento purificador e santificador em que, diante da próxima visão beatífica de Deus, separada, talvez, como que por um fino véu, a alma procura santificar-se para ser digna de, finalmente, ultrapassar essa barreira final para alcançar o Céu. A alma reconhece que ainda não é digna, ainda não atingiu a necessária santidade de vida para encontrar-se face a face com seu Deus. Por isso sofre, angustia-se, arrepende-se de não ter buscado a santidade com mais empenho, enquanto ainda peregrinava na Terra. Nesse sofrimento, a alma pode ser ajudada pelos irmãos na Terra – dentro do conceito de Igreja como comunhão dos santos – por seus sacrifícios, sofrimentos e orações oferecidos a Deus por amor a essas almas e unidos no Amor de Cristo.

SOBRE O INFERNO

Nunca teremos certeza sobre o destino de alguma pessoa, a não ser em relação ao Céu. Se essa alma foi para o Purgatório ou para o Inferno, nunca teremos certeza nesta vida. Se algum ente querido foi para o Céu, esta certeza pode ser alcançada por meio de tudo o que conhecemos da vida da pessoa e por uma visão espiritual que a Graça de Deus possa nos comunicar. Não sabendo, portanto, se um ente querido, ou mesmo uma pessoa conhecida, após a morte tenha ido para o Purgatório ou para o Inferno, podemos e devemos rezar por sua alma. Deus, que tudo conhece, saberá dirigir nossas preces e nossos méritos para as almas que estiverem no Purgatório. Se a alma foi para o Inferno, que é um estado de separação definitiva de Deus, para nada lhe poderão servir as orações do cristão na Terra. Infelizmente e lamentavelmente essa realidade existe: no Inferno o sofrimento ocorre por absoluta consciência de que o amor a Deus foi negado, apesar de todas as graças disponíveis, e não há mais possibilidade de recuperação. O sofrimento da alma no Inferno é um sofrimento sem esperança, enquanto o sofrimento no Purgatório é, ao contrário, pleno da esperança celestial.

SOBRE AS INDULGÊNCIAS

Ligado à questão das penas temporais, a Igreja nos propõe a realidade das chamadas indulgências. Estas são dispensas ou cancelamentos de penas temporais relativas a pecados cometidos e já perdoados, mas cujas penas temporais ainda não foram cumpridas. Este conceito teologal está ligado à realidade dos méritos de Cristo, isto é, a tudo o que Jesus conquistou por meio de sua vida santa e sua morte redentora na cruz. É um tesouro riquíssimo, infinito, que a Igreja, como Cristo que ainda caminha na Terra, pode aplicar a uma alma, assim como o próprio Cristo aplicou muitas vezes e em sua vida terrena. Um cristão, portanto, pode beneficiar-se desse enorme Tesouro, ao cumprir certas exigências de oração e obras de caridade impostas pela Igreja, e receber indulgências parciais ou plenárias: no primeiro caso, muitas das penas temporais devidas são canceladas; no segundo caso, todas as penas temporais devidas são anuladas, até aquele momento. Isto significa que uma pessoa, tendo recebido indulgências plenárias, ao morrer logo em seguida, em estado de graça, irá diretamente para o Céu, tornando-se mais um dos santos de nossa Igreja. As indulgências são um benefício que Cristo concede à nossa fraqueza moral e espiritual. Por nós próprios, teríamos muita dificuldade de pagar nossas penas temporais devidas pelos nossos pecados, e correríamos o risco de irmos para o Purgatório; com as indulgências, os méritos de Cristo são aplicados à nossa fraqueza e apagam, efetivamente, nossas penas, ajudando-nos no nosso processo de santificação.

O CONCEITO BÍBLICO DE PURGATÓRIO

O dia de Finados tem sua base bíblica no segundo livro dos Macabeus (2 Mc 12,46). Este livro é um dos sete livros do Antigo Testamento que nossos irmãos evangélicos retiraram da Bíblia católica para transformá-la na Bíblia evangélica. Infelizmente, por questões não muito bem explicadas, e que não dá para aprofundar neste artigo, esse livro não está presente na Bíblia dos evangélicos, os quais, portanto, baseando sua crença, unicamente na Bíblia, não têm como acreditar no Purgatório. Mas este livro, que por mais de mil anos já pertencia à Bíblia – que é, eminentemente e originalmente, católica! – expõe, claramente, a crença dos antigos judeus na existência do Purgatório: “Por isso, (Judas Macabeu) mandou oferecer um sacrifício pelo pecado dos que tinham morrido, para que fossem libertados do pecado” (2 MC 12,46).

CONCLUSÃO

O dia de Finados e o dia de Todos os Santos são dois momentos importantíssimos na vida do cristão, pois bem compreendidos e bem celebrados têm todas as condições de levar-nos a uma vida cristã mais santa e santificadora. Celebrando-os com consciência estaremos vivenciando de forma admirável e eficaz a realidade da comunhão dos santos, que nos beneficia a todos que buscamos um mundo mais justo, mais santo e mais feliz.


Uilso Aragono (No dia de Finados, 02/novembro de 2013)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O PROFESSOR E A APRENDIZAGEM

Acredita-se por aí que o professor ensine, isto é, tenha o poder de ensinar.
Mas se fosse assim, todos os alunos aprenderiam e não se reprovariam.
O que se constata, no entanto, é que as palavras do professor parecem voar...
Não se vê uma ligação direta, biunívoca, entre o ensino e a aprendizagem.

Se o ensino existisse, como consequência ter-se-ia a aprendizagem.
Mas a aprendizagem é fruto do estudo e do esforço do aprendiz.  E para isto as provas muito ajudam.
Pode-se então afirmar que o ensino seja virtual e a aprendizagem, real?
O binômio ensino-aprendizagem, expressão tão usada por pedagogos, não estaria significando precisamente isto? Se existisse o ensino, puramente, autonomamente, por que atrelá-lo à aprendizagem?

Na verdade, a aprendizagem é fato real para todo ser humano: aprende-se desde criança.
Quem ensina uma criança de um ano a falar? Houve ensino? Houve aprendizagem?
Ninguém duvida que exista o aprendiz; mas existe o “ensinador”?  Este seria o professor!

Mas se o professor não tem poder de ensinar, qual é a missão do professor?
O professor existe, não para ensinar, mas para orientar a aprendizagem.
Para incentivar o aluno no seu processo real de aprendizagem.
Para ajudar no processo de avaliação e autoavaliação do aluno.
Para tirar dúvidas e esclarecer as questões obscuras.
Para propor desafios e exercícios para aprofundar e fixar a aprendizagem.
Para passar suas experiências de vida, de cidadania, e de profissional.
Para ser um guia, um amigo, um conselheiro, uma referência, um educador!

Hoje, na era da internet e dos cursos à distância, cada vez mais se torna o aluno um autodidata. E cada vez mais se torna o professor um orientador da aprendizagem. Sim! O ensino é virtual... mas a aprendizagem é real!


sábado, 12 de outubro de 2013

A PRESENÇA DE MARIA NA BÍBLIA

Maria, a Mãe de Jesus, tão venerada e amada no seio da Igreja Católica, e tão desprestigiada no meio dos irmãos evangélicos, é presença admirável, constante e exemplar nos escritos do Novo Testamento. Abaixo são analisadas algumas das passagens mais marcantes da presença de Maria junto a Jesus, mostrando o quanto Ele A amava e ainda A ama.

NA ANUNCIAÇÃO

Na anunciação, Lucas nos apresenta uma jovem que recebe a visita do Anjo do Senhor! Quem recebe tal visita, nos escritos da Bíblia, e nos Evangelhos, em particular, é uma pessoa que passa a ter uma missão especial na vida dos judeus e dos cristãos. Assim aconteceu com grandes nomes da Bíblia: Abraão, Moisés, os profetas, Zacarias, São Paulo apóstolo, etc. Todos os que receberam a “visita” do Senhor, de formas as mais variadas, tornaram-se grandes nomes da vida da Igreja. Por que seria diferente com Maria?

Alguns irmãos evangélicos utilizam o argumento de que Maria ter-se-ia declarado, a si própria, como uma “humilde escrava do Senhor” para concluir que, por isto mesmo, ela não seria nada mais do que isso: uma mera serva do Senhor, tendo sido usada por Ele “apenas” para a encarnação do Verbo Divino. Mas por que, então, os evangélicos têm tanta admiração pelo Apóstolo Paulo – e por seus escritos e ensinamentos – se ele mesmo, como Maria, se declara, em seus escritos, como um “abortivo”? Em ambos os casos, a correta interpretação está ligada à humildade dos santos! Embora os santos tenham consciência de sua santidade, também mantêm a consciência de que são “humildes servos do Senhor”, sempre sujeitos à tentação e ao pecado. Maria, portanto, com sua autodeclaração de humildade, manifesta, já na mocidade, e diante de um anúncio maravilhoso, sua verdadeira santidade!

NO NASCIMENTO DE JESUS

Maria é a mulher do silêncio, da confiança no Senhor! Mesmo passando por necessidades materiais, estando em dificuldades para ter seu Filho, junto com José, seu esposo, confia no Senhor. E tudo acontece sem maiores problemas: o Menino Jesus vem à luz, para ser a Luz do mundo! Maria, nessa fase, é, simplesmente, Mãe: zelosa, dedicada e presença amorosa! Tem consciência de que Jesus é Filho de Deus, embora, também, seu próprio Filho.

Todo cristão católico ama Maria, e a venera como a Mãe do Senhor, a Mãe de Jesus, porque acredita – junto com toda a Igreja – que amar Maria é algo desejado por Jesus. Pois qual é o filho que não ama sua mãe? E sendo Jesus o Filho Santo de Deus, como poderia Ele deixar de exercer este amor filial, tão próprio de qualquer filho? Podemos concluir o quão profundamente Jesus amava e ama Sua Mãe. E qual o filho que não desejaria que seus amigos tratassem bem sua mãe? Qual o filho que não ficaria feliz de ouvir dos amigos palavras gentis e elogiosas a respeito de sua mãe? Quem ama mais a Jesus? – Os que dizem que O amam e O aceitam como Senhor e Salvador, mas ignoram a presença de sua Mãe na história da Salvação? – Ou os que igualmente O amam e O aceitam como Salvador e, além disso, amam profundamente Sua Mãe, enchendo-a de elogios e de títulos como: Mãe de Jesus, Mãe de Deus (porque Jesus é Deus), Mãe da Igreja, Mãe da Divina Graça, Nossa Senhora, Mãe imaculada, Virgem Santa, Santíssima Mãe de Deus, etc.?... Quem ama mais a Jesus?...

NA ADOLESCÊNCIA DE JESUS

Maria e José, todos os anos, exerciam o seu dever sagrado de visitar o Templo do Senhor, em Jerusalém. E levavam Jesus, desde menino, para acompanhá-los a vivenciar a fé no Senhor. Faziam uma viagem longa, a pé, em caravana com parentes e amigos, como exercício de piedade e de fé. E uma vez, Jesus ficou para trás. Pensando que estivesse com os parentes em algum ponto da caravana – como sempre devia acontecer – Maria e José partiram em viagem. Ao perceberem Sua falta, retornaram a Jerusalém e O encontraram no Templo, junto com os doutores da Lei. Ao ser questionado pela Mãe, Ele responde: “Não sabíeis que devo cuidar das coisas de meu Pai?”. E Maria, diz o Evangelista mais tarde, “guardava essas coisas no seu coração”. Que exemplo bonito de fé e de amor a Jesus: guardar suas palavras no coração! Os Santos existem para que os imitemos. E Maria, sendo a Mãe de Jesus, deve ser imitada de modo todo especial!

Uilso Aragono, na Festa da Padroeira do Brasil, 12 de outubro de 2013.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A AVE MARIA ESTÁ NA BÍBLIA E NO CORAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA


Este artigo visa a refletir sobre a origem da oração Ave Maria, tão rezada no âmbito da Igreja Católica, para esclarecimento dos católicos, em primeiro lugar. Se outros cristãos puderem usufruir algum esclarecimento, isto será considerado um fruto extra.

A Ave Maria é uma oração cristã e católica que está na Bíblia – a primeira parte – e tem a sua segunda parte nascida do coração da Igreja Católica, por inspiração do Espírito Santo de Deus que conduz a Igreja.
A primeira parte dessa singela oração cristã vem diretamente da Bíblia: “Ave (Maria), cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1, 28.42). É a saudação do Anjo Gabriel a Maria, precedendo a sua mensagem celestial de que ela viria a ser a Mãe do Salvador. A segunda parte nasce da fé da Igreja, que vai amadurecendo e sendo iluminada pelo Espírito Santo – iluminação esta garantida pelas palavras do próprio Jesus: “Eis que estarei convosco até o fim dos tempos”.

Críticas dos evangélicos à Ave Maria

Alguns católicos podem se questionar, legitimamente, por críticas de nossos irmãos evangélicos quanto a esta oração, em particular, e quanto ao culto a Maria, em geral, que existe na Igreja Católica. Mas as críticas, ao serem analisadas no âmbito da fé católica, podem ser, perfeitamente, rebatidas e esclarecidas. No “âmbito da fé católica”, ressalte-se, isto é, dentro do conjunto das verdades da fé cristã católica.
As críticas dos evangélicos ao Culto a Maria, e à oração Ave Maria, em particular, são feitas com os pressupostos das verdades da fé cristã evangélica ou protestante. Discutir o assunto com pressupostos tão diferentes não leva a lugar nenhum, talvez, apenas, a mútuas agressões e acusações, que, entre os irmãos que se dizem cristãos, guiados pelo “Amai-vos como Eu vos amei” constituirão um péssimo mau exemplo para o mundo não cristão.

Quais os pressupostos de fé dos evangélicos e dos católicos?

Enquanto os pressupostos de fé dos evangélicos são expressos pelas duas afirmativas básicas “Só a Bíblia” (sola scriptura, em latim) e “Só a fé” (sola fide, em latim), os pressupostos da Igreja Católica são mais complexos e baseiam-se, não só na Bíblia, mas, também, na Tradição Apostólica (que são os escritos dos primeiros bispos e santos da Igreja) e com o Magistério da Igreja (definições e dogmas oficiais produzidos pela hierarquia da Igreja, isto é, pelo papa e pelos bispos, sucessores dos apóstolos de Cristo). Em suma, a Igreja Católica tem suas verdades de fé baseadas na Palavra de Deus (Bíblia) e na Tradição e no Magistério da Igreja.

É somente com base nessa tríplice dimensão que caracteriza a Igreja Católica, que a oração da Ave Maria pode ser entendida como verdadeira e legítima oração cristã, bíblica e eclesial, ao mesmo tempo! Infelizmente, sob os pressupostos evangélicos, a Ave Maria, de fato, não tem sentido. E toda discussão é vã e maléfica...

Por que rezar (ou orar) a Ave Maria?

Para os católicos, e baseados nos pressupostos de fé acima esclarecidos, a primeira parte é bíblica e, como qualquer parte adequada da Bíblia – como os salmos –, pode ser aproveitada  pelo cristão como forma de oração.  A segunda parte é criada pela Igreja – entendida pelo conjunto de seus fiéis e sucessores apostólicos – para ajudar os católicos a entender a função de Maria: Santa Mãe de Deus, isto é, do Filho de Deus, e intercessora dos cristãos, que são pecadores, por natureza.

Por que rezar a Ave Maria repetidas vezes?

Rezar a oração Ave Maria, repetidas vezes, não significa considerar que Deus seja surdo ou não escute direito. Mas baseia-se, de certo modo, no próprio  exemplo de Jesus, no Getsêmani, durante seus momentos de agonia, quando – conforme Mt 26, 44 – “Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez repetindo as mesmas palavras”. Se Jesus orou ao Pai do Céu, num momento de extrema necessidade, ‘”repetindo as mesmas palavras”, por que não podemos nós fazer igual? Por algum motivo, deve agradar a Deus, a repetição – em clima de oração sincera e humilde – de uma oração dirigida a Ele. Assim orou Jesus; assim podemos e devemos nós orar! Daqui vem a conclusão de que repetir uma oração é  perfeitamente bíblico e cristão. Os católicos escolheram repetir a Ave Maria, na oração do Rosário, cento e cinquenta (150) vezes, apenas por inspiração da quantidade igual de salmos (150 salmos bíblicos).

Por que Santa Mãe de Deus?

Maria é considerada Santa, ou Santíssima, porque, para os católicos, baseados, novamente, nos seus pressupostos de fé acima explicitados, Jesus, o Filho de Deus, sendo três vezes Santo, não poderia, em hipótese alguma, ser gerado em um ventre humano que não fosse, igualmente, santíssimo. Pois a Bíblia nos ensina que Deus disse a Moisés: “Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Ex 3, 4). O corpo – e toda a pessoa – de Maria, deveria, portanto, ser, igualmente, Santo, pois ali estaria habitando o Filho do Deus Altíssimo! Ela é, finalmente, considerada Santíssima, pois não pode haver outra pessoa mais santa do que aquela que foi predestinada a ser a Mãe do Salvador!

Por que pedir a intercessão de Maria?

  A Igreja nos ensina a pedir a intercessão de Maria pela interpretação do episódio das bodas de Caná da Galiléia, em que Maria se dirige a Jesus, e, em nome dos pais dos noivos, pede a Jesus que os ajude. O primeiro milagre de Jesus, em um aparecimento público, ocorre por manifestação de sua Mãe, que demonstra um espírito de Mãe dos homens e uma fé digna de uma Mãe divina.

Maria pode ouvir a todas as orações dirigidas a Ela?

Se Deus colocou Maria como intercessora, ou medianeira, de todas as graças – como ensina a Igreja Católica – Ele não deixará de providenciar que todas as orações dirigidas a Maria sejam, de alguma forma, que não podemos explicar, ouvidas por Ela. Podemos, também, acreditar que o próprio Deus ouve as orações dirigidas a Maria, pois, pelo simples fato de serem dirigidas a Ela – a Mãe do Filho de Deus! –, vão diretamente para o Coração de Deus.

Conclusão

A Ave Maria é uma oração belíssima e de grande poder junto do Coração de Jesus, pois ao orá-la, o cristão católico louva a Mãe, e, ao louvar a Mãe, louva mais ainda o Filho. O amor a Maria não tem outra consequência, senão levar o cristão a amar ainda mais a Jesus! Ninguém pode amar mais a Jesus do que aquele que, além de expressar por palavras e ações o quanto ama o Senhor, expressa, também, e de maneira especial, um grande amor àquela que foi e é amada com Amor Divino pelo próprio Jesus. Pois quem, em seu juízo perfeito, deixa de dedicar amor à mãe? Não seria diferente da parte de Jesus... Justamente porque Jesus, como filho perfeito e santo, ama tanto sua Mãe, como poderíamos nós, a exemplo de Jesus, não amar Maria como Ele o faz? A devoção a Maria e a oração Ave Maria, são, portanto, para nós, cristãos católicos, não somente  um apêndice de nossa fé, mas, sobretudo, uma parte essencial da vida do cristão, na medida em que, sem isto, nosso Amor a Jesus não seria completo.


Uilso Aragono. (setembro de 2013)

sábado, 31 de agosto de 2013

DESRESPEITO À LEI E CRIME NO TRÂNSITO

Assistir a mortes e mais mortes no trânsito e ter de aceitar que sejam caracterizadas por nossas autoridades como, simplesmente, “acidentes” de trânsito, são coisas que revoltam a todos, especialmente aos parentes das vítimas. Mas será que tais acidentes de trânsito, que mutilam ou matam tantos cidadãos em nossas sociedades, ditas “civilizadas”, são, realmente, acidentes?... Ou poderiam ser, com muita propriedade, caracterizados como crimes? Esta questão da criminalização de graves acidentes de trânsito, com vítimas fatais, é nossa reflexão de hoje.

Acredito que a distinção que o Direito faz entre crime culposo (aquele em que o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia) e crime doloso (aquele em que o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo) seja a raiz de tanta impunidade. Pois qualquer pessoa mentalmente sã haverá de reconhecer que um motorista dirigindo, em via pública, um veículo – que pode pesar cerca de 800 quilos – de forma imprudente, negligente ou com imperícia estará, necessariamente, “assumindo” o risco de um acidente sério, e com consequências fatais ou mutiladoras. Esta distinção infeliz tem levado nossos delegados e juízes, costumeira e repetidamente, a associarem tais acidentes a “crimes culposos”, isto é, na prática, simples “acidentes” de trânsito.  Enquanto esta realidade legal não for alterada, a impunidade estará garantida, e, por consequência, toda a série de frustração, indignação, sofrimento e perdas de vidas tão preciosas.

Mas, talvez, haja uma luz no fim do túnel dessa história tão triste que são os milhares de mortes no trânsito a cada dia. A luz, além da superação da infeliz distinção apontada acima, pode ser o simples reconhecimento de que o respeito às leis no trânsito seja o fundamento para que um acidente não seja considerado um crime. Havendo, por outro lado, qualquer desrespeito às leis em um grave acidente no trânsito, tal evento será considerado, sem qualquer dúvida, um crime doloso, isto é, o motorista terá assumido o risco de matar ou mutilar a vítima.

O raciocínio por trás da proposta acima é o seguinte: as leis existem para disciplinar o trânsito e seus agentes (motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas, etc.), e para evitar que acidentes graves aconteçam. Em resumo, a proposta pode ser muito simplesmente enunciada: acidente grave tendo ocorrido junto com desrespeito às leis do trânsito é crime doloso; se ocorreu dentro de um quadro de respeito às leis, é, simplesmente, um acidente ou uma fatalidade. Afinal, crime (delito, ou transgressão) é qualquer violação grave de lei moral, civil ou religiosa. Para haver crime tem de haver violação ou desrespeito à legislação.

Alguns exemplos podem esclarecer. Se um motorista, trafegando em velocidade de 40 km/h, numa via pública cuja velocidade máxima seja, exatamente, 40 km/h, é surpreendido por um cidadão que atravessa a rua, distraído, e o atropela, isto será considerado um acidente. E mesmo que a vítima venha a óbito, não terá havido crime, pois não houve qualquer infração à legislação. Já se esse mesmo motorista, nessa mesma via pública, estiver desenvolvendo 60 km/h e atropela um pedestre distraído que invade a rua, isto poderá ser caracterizado como crime – e doloso! –, pois terá havido desrespeito à legislação de trânsito, à velocidade máxima!

Se uma abordagem como essa fosse aplicada aos milhares de acidentes com vítimas fatais, a impunidade, certamente, estaria em queda livre, pois todos esses “acidentes” seriam identificados como verdadeiros “crimes dolosos”, em que os motoristas, pelo fato de terem desrespeitado a legislação de trânsito, teriam, de fato, assumido o risco de causar tais infortúnios. Os desrespeitos às leis de trânsito mais comuns, e associados a tantos e tantos acidentes fatais, podem ser listados: bebida alcoólica, excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido e falta de habilitação. Se houve vítima fatal ou acidente grave, em eventos ligados a tais violações legais, não poderia haver dúvida quanto à responsabilidade criminal e dolosa de tais motoristas.


Não tenho certeza absoluta de estar certo em relação a esta minha reflexão, em que associo o desrespeito à legislação de trânsito a crimes dolosos. Mas se delegados e juízes não encontrarem razões fortes para desqualificarem o raciocínio exposto, teremos, todos, encontrado uma fórmula para que a tragédia de acidentes de trânsito, fatais e mutiladores, possa chegar ao seu fim. E a impunidade, também. Assim espero.

Uilso Aragono  (agosto/2013) 

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Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8

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