quinta-feira, 31 de março de 2011

Big Brother Brasil, Um Programa Imbecil

O Título acima é do Cordelista Antonio Barreto, em seu texto abaixo, retirado do seu blogue. Acho que devemos divulgar, pois está muito bem escrito e com conteúdo que faz refletir: afinal, que programa é esse?!...

Autor: Antonio Barreto,

Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.


Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.


Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.


Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.


E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.


E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.


E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.


A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.

Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?


Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…

FIM

http://barretocordel.wordpress.com/2010/01/21/big-brother-brasil-um-programa-imbecil/

21/jan/2010.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Professor: rigor ou assédio?

Recomeçando o período escolar em nosso País é inevitável que se pense na avaliação da qualidade do ensino, em todos os níveis. Esta avaliação liga-se, especialmente, à qualidade dos professores e deve passar, não apenas pelo conhecimento técnico do professor, mas, igualmente, pela sua capacidade de bom relacionamento com os alunos. O professor rigoroso deverá estar atento para não transformar seu “rigor” na condução do processo ensino-aprendizagem, em um processo de “assédio moral”: situação sistemática de abuso de poder.

E que situação é esta, de abuso de poder, denominada também de “assédio moral”, ou terrorismo psicológico, que pode está ocorrendo em escolas e até em universidades? É a situação em que o professor persegue e humilha pública e sistematicamente o aluno; em que o professor desrespeita costumeiramente os direitos dos alunos, previstos claramente no regimento das escola; em que o professor aplica provas exageradamente longas e estressantes ou muito mais difíceis do que o razoável; em que o professor, numa universidade federal, por exemplo, marca aula extra, num horário não previsto na grade de horários, e de maneira totalmente impositiva e antidemocrática.

Rigor e assédio moral são coisas totalmente diversas. Um professor rigoroso é aquele que está levando a sério o seu dever de promover o processo de ensino-aprendizagem. Para isto ele usa de rigor na disciplina da turma, na cobrança da frequência e da assiduidade, e em provas exigentes. Não facilita a “cola” durante as provas e nem “mata” aulas, sendo um exemplo de dedicação à sua função de mestre. Este professor tem todo o direito de ser rigoroso e exigente, aliás, tem o dever de sê-lo!

Um bom relacionamento professor-aluno, no entanto, pode-se dizer que “pavimenta” o caminho da efetiva aprendizagem da turma. E um mau relacionamento, ao contrário, pode inviabilizar, não apenas o esforço do mestre, como ainda – o que é muito pior! – traumatizar o aluno e bloquear o seu contínuo interesse pela matéria ensinada... Isto é uma realidade facilmente constatada, pois quem não teria tido em sua vida um professor ruim (de mau relacionamento), e, em consequência disso, não teria ficado “com raiva” tanto do professor como da matéria? O grande prejuízo não será tanto a raiva contra o professor, pois esta pode, com o tempo, até mesmo passar... O prejuízo maior será, sem dúvida, a perda definitiva do interesse pela matéria lecionada, que terá como consequência, prejuízo inestimável para a futura vida profissional, caracterizada, hoje, pelo que se chama de aprendizagem continuada.

Rigor, sim! Assédio moral, não! É imperioso que professores, em todos os níveis de ensino, fiquem atentos a esta diferença, pois como ensina a psicopedagoga Helena Posener: “(...) nos dias atuais, quem humilha ou xinga, constrange, difama, calunia e injuria não fica impune, pois será enquadrado na prática de crime de calúnia e difamação, nos artigos 138 e 139 do Código Penal, além de que também poderá sofrer uma ação indenizatória por dano material, moral e à imagem" [http://www.webartigos.com/authors].

Uilso Aragono (fev/2011)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Missão do Professor

Fala-se muito que a missão do verdadeiro professor é, sobretudo, educar o cidadão sob sua tutela. E esta é uma grande verdade, mas que às vezes é ofuscada pela crença, também muito difundida, de que ao professor cabe a missão de “ensinar”. Ora, ensinar é uma tarefa que não anda sozinha, mas está intimamente associada ao ato de aprender: fala-se, então, de um processo de ensino-aprendizagem. Sim, um processo duplo, e que depende, portanto, tanto do professor – embora, talvez, em maior medida! – quanto do aluno. Se este não se esforça para aprender, não faz a sua parte, é vão todo o esforço do professor. Pode-se, então, afirmar que o professor não tem o poder de ensinar o aluno por meio de suas aulas – por mais perfeitas que sejam! – pois o conhecimento ou o saber não é “depositado” na mente do aluno por um processo um tanto quanto passivo como costuma ser uma aula, especialmente do tipo expositiva. É claro que, quanto mais ativa for uma aula, com participação efetiva do aluno, tanto mais este aproveitará o conteúdo trabalhado pelo professor, e mais chance haverá de que o processo ensino-aprendizagem colha bons frutos.

Se o professor não tem o poder de ensinar, independentemente do aluno, pode-se perguntar, em que consiste, então, a sua missão de educador? A verdadeira missão do professor consistirá, sobretudo, em despertar no aluno o interesse, a curiosidade, e até o amor pelo assunto da unidade curricular, ou popularmente, da matéria ensinada. E para atingir este nobilíssimo objetivo, deverá o professor relacionar-se com o alunado, da forma mais humana, respeitosa, democrática e flexível que seja possível. Pois agindo assim, estará o professor como que pavimentando o caminho que levará, efetivamente, à eficácia do processo ensino-aprendizagem. Ao final do período letivo, o professor deveria procurar identificar não tanto o quanto o aluno aprendeu ou “apreendeu” da disciplina lecionada, mas, sobretudo, o quanto foi despertado nele o interesse e o amor por esta, pois serão esses os fatores que farão com que o aluno, uma vez tendo passado na matéria, permaneça aberto à possibilidade e à necessidade de constante e contínua aprendizagem do conteúdo superado. Ao contrário, tendo sido ruim a relação professor-aluno, estará definitivamente comprometida a eficácia do processo ensino-aprendizagem, e o aluno poderá associar a imagem negativa do professor ao conteúdo da disciplina, resultando natural bloqueio diante desta.

Além da vantagem de um bom relacionamento professor-aluno em relação à eficácia do processo ensino-aprendizagem, especialmente para o futuro do aluno – abertura diante da aprendizagem contínua –, a missão de educador concretiza-se, também, com mais eficácia, pois o alunado assimilará, positivamente, todo o conteúdo extracurricular, isto é, ético, moral, político, humano-social, e religioso, que porventura (ou certamente) o professor tiver passado em suas aulas. E esses valores talvez possam vir a ser aqueles que mais efetivamente determinem o futuro promissor e o sucesso profissional do aluno. Sob este aspecto, a missão do professor-educador estará realizando-se sob a forma mais nobre e louvável que uma sociedade possa desejar.

A missão do professor é, portanto, não tanto passar ou impor conteúdos programáticos aos alunos, mas, sobretudo, criar um ambiente, em sala de aula, que seja, sem dúvida, o mais favorável possível à assimilação de tais conteúdos, mas, em especial, para que o aluno, ao final do período de estudos sinta-se como que apaixonado pela disciplina, pelo professor, e, em decorrência, por todo o conteúdo do assunto, que normalmente ultrapassa em muito aquele dado em sala de aula. Este, sabe-se muito bem, é apenas o básico ou a parte introdutória do assunto, visto que durante um semestre letivo, ou mesmo um ano, não é possível estudar-se mais do que isso.

Criar um ambiente amigável, democrático, flexível e respeitoso, que favoreça a assimilação do conteúdo da disciplina, mas que, sobretudo, desperte no aluno o interesse e o amor por esse conteúdo no seu processo futuro de aprendizagem contínua, e que, ao mesmo tempo, promova no alunado valores positivos relacionados à política, à cidadania, à religião, à tolerância e a tantos outros similares: esta é a verdadeira missão do professor, e que tanto deseja a Sociedade! O professor, mais que um utópico e ineficaz “ensinador” deve ser um orientador, um auxiliador, um incentivador, um avaliador competente e um modelo de cidadão para seus alunos, que, em consequência, onde o encontrarem no futuro, sempre o chamarão, de fato e de direito, seu “professor”.

Uilso Aragono (janeiro / 2011)

Quem sou eu

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Sou formado em Engenharia Elétrica, com mestrado e doutorado na Univ. Federal de Santa Catarina e Prof. Titular, aposentado, na Univ. Fed. do Espírito Santo (UFES). Tenho formação, também, em Filosofia, Teologia, Educação, Língua Internacional (Esperanto), Oratória e comunicação. Meu currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787185A8

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